Ascom / Roberto Ribeiro Arte
Por, Paulino Andrade/FN
Há 50 anos, quando André Soares Monteiro — o renomado Professor e Artista Humanitário Catamisto — deu os primeiros passos na construção do Movimento Catamisto, ele semeou uma visão que hoje se confirma como patrimônio da humanidade: que a arte não é apenas beleza, mas um instrumento vivo de transformação, cuidado e salvação. Ao ser empossado na Academia de Artes e Letras de Pernambuco, essa trajetória ganha o selo institucional que há muito merecia — mas, acima de tudo, reafirma um caminho onde cada criação carrega em si uma responsabilidade com o mundo que herdamos.
É nesse mesmo horizonte que o Catamisto reconhece e proclama a natureza profundamente humanitária da obra do pintor e artista ambientalista Roberto Ribeiro. Não se trata apenas de uma apreciação estética: é o reconhecimento de uma irmandade artística que vê na criação a forma mais potente de alertar, educar e mover consciências para salvar vidas — vidas humanas, de todas as espécies e do próprio planeta.
Obra como O Sistema Solar, avaliada em 100 mil euros conforme certificado de autenticidade, transcende os limites da tela para se tornar uma profecia visual. Com traços que carregam a força da observação sensível e da urgência compartilhada, Roberto Ribeiro desenha em óleo o que a ciência vem denunciando e o mundo ainda demora a reconhecer: o perigo iminente à camada de ozônio e o avanço avassalador do aquecimento global. A obra não é apenas uma representação do nosso sistema cósmico — é um espelho da nossa relação com ele, um alerta que ecoa de Pernambuco para todos os continentes, com a mesma legitimidade e impacto que as grandes criações precursoras da história da arte ambiental.
O que faz dessa produção um marco não é apenas a sua relevância temática, mas a coragem de transformar preocupação em arte acessível, verdadeira e duradoura. Roberto Ribeiro não se limita a expor em galerias fechadas: leva a mensagem a escolas, a comunidades e agora aos espaços digitais, onde pode ser conhecida em @ecoarte_robertoribeiro no Instagram e Ecoarte Roberto Ribeiro no Facebook. Essa democratização da arte confirma a avaliação do Catamisto: aqui, cada quadro é uma ação humanitária, pois cuidar do meio ambiente é, antes de tudo, cuidar da vida em todas as suas formas.
Hoje, quando o Movimento Catamisto completa meio século de existência e conquista seu espaço nas mais altas instituições culturais, ao reconhecer a obra de Roberto Ribeiro, firma-se uma aliança que ultrapassa fronteiras geográficas e disciplinares. Juntos, esses artistas pernambucanos elevam a produção brasileira ao cenário mundial, mostrando que a arte nascida na terra e no coração do povo pode ser a voz mais forte contra a destruição, e o mais belo testemunho de esperança para a humanidade.

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