Evaldo Braga
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Evaldo Braga (
Campos, Rio de Janeiro,
26 de maio de
1945 —
Três Rios, Rio de Janeiro,
31 de janeiro de
1973) foi um cantor e compositor brasileiro de estilo popular.
Biografia
Evaldo Braga era filho de Antônio Braga, fruto de um relacionamento
extraconjugal, por isso não era querido pela esposa do seu pai, com quem
chegou a viver durante algum tempo juntamente com os irmãos. Evaldo não
conheceu a mãe biológica, que, soube-se depois, morreu queimada. Passou
parte da juventude em um colégio interno, o Instituto Profissional XV
de Novembro, localizado em Quintino, Rio de Janeiro, mais conhecido como
SAM (Serviço de Assistência a Menores), onde Evaldo conheceu o
ex-jogador
Dadá Maravilha e os dois tornaram-se grandes amigos. O SAM foi extinto em 1965, originando a
FEBEM. Mais tarde, o Instituto foi entregue ao Governo Estadual e atualmente é o núcleo principal da
FAETEC.
Existe um boato segundo o qual Evaldo Braga, ainda bebê, teria sido
jogado pela mãe biológica numa lata de lixo. Entretanto, esse boato foi
veementemente desmentido pelo irmão de Evaldo, o músico e cabeleireiro
Antônio C. Braga, em depoimento num documentário realizado por Armando
B. Mendes Filho em 1997, intitulado Evaldo Braga - O Ídolo Negro, que
está disponível no
site Youtube em três partes. O esclarecedor
depoimento de Antônio C. Braga aparece na parte 2 do documentário,
exatamente a 1 minuto e 52 segundos. Para aqueles que ainda têm dúvidas a
respeito desse boato infundado, recomenda-se consultar este blog: [
[1]].
Evaldo trabalhou por muito tempo como engraxate e lavador de carros
de artistas de rádios e gravadoras. Com esta ocupação, conheceu diversos
artistas, entre os quais
Nilton César, que lhe ofereceu a primeira chance de emprego no meio artístico, atuando como seu divulgador. Com isso, conheceu
Edson Wander
e apareceu pela primeira vez no ramo musical, compondo "Areia no meu
Caminho", juntamente com Reginaldo José Ulisses. A música foi gravada
pelo cantor
Edson Wander
em seu primeiro disco, "Canto ao Canto de Edson Wander", em 1968, e
estourou nas paradas brasileiras, chegando a superar artistas do porte
de
Roberto Carlos. Em seguida, conheceu o produtor e compositor
Osmar Navarro, que o convidou para gravar um disco na gravadora Polydor. Posteriormente teve músicas gravadas por
Paulo Sérgio, um dos artistas que o ajudaram na carreira musical.
Na música, celebrizou-se em 1969, no estilo "dor de cotovelo", tendo
firmado parceria com compositores como Carmem Lúcia, Pantera, Isaías
Souza e outros. Apresentava-se frequentemente no programa
Discoteca do Chacrinha.
Seus maiores sucessos foram “Eu Não Sou Lixo”, “Nunca Mais”, “A Cruz
que Carrego”, “Mentira”, “Sorria, Sorria”, “Meu Deus”, “Eu Desta Vez Vou
te Esquecer”, “Tudo Fizeram pra Me Derrotar”, entre outros.
Evaldo Braga morreu em um acidente automobilístico na
BR-3
(Rio de Janeiro-Juiz de Fora), atual BR-040, com apenas 27 anos de
idade. Segundo populares, a tragédia aconteceu quando o motorista tentou
fazer uma ultrapassagem perigosa, e o Volkswagen TL do cantor foi
atingido em cheio por um caminhão Scania que vinha no sentido contrário.
É importante ressaltar que, no momento do acidente, Evaldo Braga não
dirigia o carro, mas seu motorista, Vanderlei, que morreu na hora.
Evaldo ainda foi levado com vida ao Hospital Nossa Senhora da Conceição,
em Três Rios, mas, como perdeu muito sangue, morreu de anemia aguda.
Seu túmulo é um dos mais visitados no feriado de
Finados no
Cemitério São João Batista, Rio de Janeiro.
No mês de setembro de 2011, no SESC - Campos, Evaldo Braga foi
homenageado com uma exposição de fotos e artigos do cantor pelo
fotógrafo e pesquisador cultural Wellington Cordeiro. (Avelino Ferreira,
jornalista).
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