quarta-feira, 4 de novembro de 2026

Atletas do Recife Paralímpico são convocadas para mundiais de atletismo e goalball

 Bicampeã mundial escolar, Laryssa Vitória, de 17 anos, disputará competição no Rio de Janeiro; campeã parapan-americana, Emily Victoria, de 18 anos, representará o Brasil no Cazaquistão



Ascom / Tiago Peixoto - PCR
Por, Paulino Andrade/FN


Duas jovens atletas que desenvolvem seus talentos com apoio da Prefeitura do Recife vão representar o Brasil em competições mundiais. Laryssa Vitória Lima da Silva, de 17 anos, foi convocada para disputar o Mundial Escolar Sub-18 de Atletismo Paralímpico, entre os dias 3 e 8 de dezembro, no Rio de Janeiro. Já Emily Victoria Barbosa da Silva, de 18 anos, integra a seleção brasileira que participará do Mundial de Jovens de Goalball, entre 27 de novembro e 5 de dezembro, em Astana, no Cazaquistão. As duas fazem parte do Recife Paralímpico, programa desenvolvido pela Secretaria de Esportes do Recife. 

Ex-aluna da Escola Municipal Dom Bosco, Laryssa começou a participar do Centro de Referência Paralímpico do Recife em 2023 e segue vinculada ao programa. A jovem, que tem má-formação congênita na mão esquerda, encontrou no atletismo uma oportunidade de desenvolver seu talento e conquistar espaço em competições nacionais e internacionais.

A nova convocação chega após uma sequência de resultados expressivos. Em abril de 2025, Laryssa brilhou na Gymnasiade Sub-15, realizada em Zlatibor, na Sérvia, onde conquistou duas medalhas de ouro, nas provas de 100 e 200 metros, além da prata no salto em distância. No mesmo ano, também garantiu dois bronzes nos 100 e 200 metros do Parapan-Americano de Jovens, realizado em Santiago, no Chile.

“Essa conquista representa muito para mim e também mostra a importância do programa Recife Paralímpico, que vem contribuindo com o meu desenvolvimento como atleta e oferecendo apoio e oportunidades para que eu possa crescer no esporte e chegar cada vez mais longe. Sou muito grata por fazer parte desse projeto”, destacou Laryssa Vitória.

Talentos que ganham o mundo - A trajetória de Laryssa começou a ganhar destaque em 2024, quando conquistou o vice-campeonato brasileiro Sub-17 no salto em distância. Sob orientação do treinador Ismael Marques, a jovem avançou nas competições e passou a integrar convocações da Seleção Brasileira em 2025. Agora, a participação no Mundial Escolar Sub-18 representa mais uma oportunidade de ampliar sua experiência internacional.

No goalball, Emily Victoria também acumula conquistas importantes. Integrante do Centro de Referência Paralímpico desde 2022, a recifense foi convocada pela primeira vez para a seleção brasileira de base em 2025. Naquele ano, conquistou a medalha de ouro no Parapan-Americano de Jovens, no Chile, com a equipe feminina, que venceu o Canadá por 8 a 3 na final e terminou a competição invicta.

Em 2026, Emily também foi convocada para os Jogos Parasul-Americanos de Valledupar, na Colômbia. A atleta treina sob orientação de Natashy Melo, profissional do Centro de Referência Paralímpico. Agora, terá mais uma oportunidade de representar o Brasil em uma competição internacional, desta vez no Mundial de Jovens de Goalball.

Recife Paralímpico - O Recife Paralímpico é uma iniciativa da Prefeitura do Recife, desenvolvida por meio da Secretaria de Esportes que  oferece atividades de iniciação esportiva e desenvolvimento de atletas com deficiência, promovendo a inclusão social e criando oportunidades para que crianças e adolescentes avancem da prática esportiva às competições de alto rendimento.

O programa contempla modalidades como atletismo, bocha e goalball. As atividades são desenvolvidas na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), com acompanhamento de profissionais de educação física da Prefeitura do Recife. Além de estimular a prática esportiva, a iniciativa contribui para a identificação de talentos e a formação de atletas capazes de representar a cidade em competições nacionais e internacionais.


Reforma Tributária: mais de 2,1 mil operadoras de telefonia, internet e TV por assinatura não destacaram a CBS em todos os documentos

 Para a NFCom, o cronograma da Receita Federal e do Comitê Gestor do IBS estabeleceu 1º de outubro de 2026 como início da obrigatoriedade

Dos 3.716 estabelecimentos que emitiram Nota Fiscal Fatura de Serviços de Comunicação (NFCom) pela Receita Federal, 2.135 não destacaram a CBS em todos os documentos. A NFCom é utilizada em operações de serviços como telefonia, internet e TV por assinatura.

Nesse grupo, 1.466 estabelecimentos informaram a Contribuição sobre Bens e Serviços em parte das notas, enquanto 669 não apresentaram o destaque em nenhuma delas. Os demais 1.581 informaram o tributo em todos os documentos emitidos no período.

A soma dos emissores com destaque parcial e sem destaque representa 57,45% dos estabelecimentos de NFCom analisados. O cálculo foi feito a partir dos dados do painel da Receita, atualizado em 8 de outubro de 2026.

O recorte considera estabelecimentos de empresas não optantes pelo Simples Nacional. As empresas optantes por esse regime não estavam obrigadas ao destaque da CBS em 2026 e ficaram fora da análise.

Para as operadoras e prestadoras de serviços de comunicação, a adaptação à Reforma Tributária envolve a relação entre contratos, planos, sistemas de faturamento e documentos fiscais. 

A Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) são os novos tributos criados pela reforma. Para a NFCom, o cronograma da Receita Federal e do Comitê Gestor do IBS estabeleceu 1º de outubro de 2026 como início da obrigatoriedade de emissão com as informações previstas para os novos tributos. Porém, a ausência de determinadas informações de IBS e CBS não provoca, neste momento, a rejeição automática do documento.

Para Ulisses Brondi, CEO da ASIS Tax Tech, o período de adaptação à Reforma Tributária é uma oportunidade para as empresas revisarem seus processos e verificarem se estão preparadas para atender às novas exigências.


Ulisses Brondi, CEO da ASIS Tax Tech

“Estamos diante de uma mudança que exige atenção às informações utilizadas pelas empresas em sua rotina fiscal. Aproveitar esse período para testar os sistemas e esclarecer dúvidas ajuda a identificar o que precisa ser ajustado ao longo da transição”, afirma.

Esse acompanhamento envolve a conferência dos documentos emitidos, a revisão das informações cadastradas e a análise das regras aplicáveis a cada operação. O objetivo é identificar possíveis divergências e encaminhá-las às equipes responsáveis.

A plataforma da ASIS reúne recursos de auditoria e cruzamento de informações fiscais que podem apoiar esse trabalho e ajudar as empresas a organizar os pontos que precisam de revisão.

“Mais do que cumprir uma etapa, é importante que a empresa compreenda como as mudanças afetam sua operação e acompanhe a qualidade das informações que utiliza. Isso permite tomar decisões com mais clareza durante a transição”, conclui Brondi.

Mais informações: asistaxtech.com.br.

Ascom / Liliane Scaratti
Por, Paulino Andrade/FN


CESTA BÁSICA EM JABOATÃO TEM AUMENTO DE 1,7% EM OUTUBRO, APONTA PESQUISA DO PROCON

 


Ascom / Rogilson Rodrigues - PMJG

Por, Paulino Andrade/FN


A PREFEITURA DO JABOATÃO DOS GUARARAPES, POR MEIO DO PROCON MUNICIPAL, DIVULGOU O LEVANTAMENTO MENSAL DOS PREÇOS DA CESTA BÁSICA NO MUNICÍPIO. O ESTUDO MOSTRA QUE, EM COMPARAÇÃO AO MÊS ANTERIOR, HOUVE UM AUMENTO DE 1,7% NO CUSTO TOTAL DOS ITENS ESSENCIAIS, QUE AGORA SOMAM, EM MÉDIA, R$ 277,25.

 ENTRE OS PRODUTOS QUE MAIS CHAMARAM ATENÇÃO PELA VARIAÇÃO DE PREÇO EM RELAÇÃO AO MÊS ANTERIOR ESTÃO O FEIJÃO TIPO 2 (70,35%), A BATATA INGLESA (42,72%), O LIMÃO (31,22%), A CEBOLA (28,24%) E O ALHO (27,20%). 

A PESQUISA FOI REALIZADA NOS DIAS 21 E 22 DE OUTUBRO EM 12 ESTABELECIMENTOS DO MUNICÍPIO, INCLUINDO SUPERMERCADOS E ATACAREJOS DE DIFERENTES BAIRROS, COMO CENTRO, GUARARAPES, CURADO, BARRA DE JANGADA, PRAZERES, CANDEIAS E PIEDADE. O OBJETIVO É OFERECER UMA VISÃO ABRANGENTE DA VARIAÇÃO DE PREÇOS E INCENTIVAR O CONSUMO CONSCIENTE.

O SERVIÇO DE LEVANTAMENTO DE PREÇOS FEITO PELO PROCON AJUDA AS FAMÍLIAS A PLANEJAR O ORÇAMENTO E FORTALECE A TRANSPARÊNCIA NO MERCADO LOCAL. A PREFEITURA DO JABOATÃO REFORÇA O COMPROMISSO COM A TRANSPARÊNCIA E A PROTEÇÃO DO CONSUMIDOR E ORIENTA A POPULAÇÃO A RELATAR EVENTUAIS ABUSOS DE PREÇOS E A BUSCAR INFORMAÇÕES SOBRE SEUS DIREITOS. O PROCON JABOATÃO PERMANECE À DISPOSIÇÃO PARA ESCLARECIMENTOS E ASSISTÊNCIA AOS CONSUMIDORES.

Quanto guardar para o dinheiro não acabar na aposentadoria?

 A pergunta "quanto preciso ter para me aposentar?" costuma aparecer antes de outra, ainda mais importante: por quantos anos esse dinheiro precisará durar?

Por Thaísa Durso, especialista em Finanças Pessoais da Rico

Ascom / Victor Moraes - LK
Por, Paulino Andrade/FN


Os brasileiros estão vivendo mais, e planejar a aposentadoria deixou de significar apenas juntar uma grande quantia. O desafio é transformar o patrimônio acumulado em uma renda capaz de sustentar o padrão de vida por 25, 30 anos ou até mais depois da saída do mercado de trabalho. 

Os números, no entanto, mostram que essa conta ainda está longe de fechar. Segundo a 9ª edição do Raio X do Investidor Brasileiro (Anbima/Datafolha, 2025), 60% dos brasileiros que ainda não se aposentaram esperam viver da previdência pública, e só 16% dizem já guardar dinheiro especificamente para a aposentadoria. Entre os que já se aposentaram, 93% dependem do INSS. Ou seja, a maioria aposta em uma fonte de renda que, sozinha, dificilmente mantém o padrão de vida da fase ativa.

Diante desse cenário, a boa notícia é que montar um plano costuma ser menos complicado do que parece. Em vez de tentar adivinhar logo de cara quanto patrimônio será suficiente, a saída é tratar a aposentadoria como uma conta de fluxo de caixa, guiada por três perguntas: quanto será necessário por mês, quanto já estará coberto por outras fontes de renda e por quanto tempo os investimentos vão precisar cobrir essa diferença. 

Antes de escolher produtos financeiros, portanto, é preciso entender objetivos, patrimônio, despesas, riscos e prioridades da família. Com esse ponto de partida, fica mais fácil transformar uma dúvida abstrata em números concretos. Confira a seguir, passo a passo, como fazer essa conta. 

Passo 1: descobrir quanto faltará por mês 

O primeiro número não é o patrimônio. É a renda mensal desejada. 

Para chegar a ela, o caminho é estimar quanto custará o padrão de vida na aposentadoria e subtrair as receitas já previstas, como o benefício do INSS, aluguel de imóveis, pensões ou outras fontes recorrentes. 

Imagine uma pessoa que deseje contar com R$ 5 mil por mês e estime receber R$ 2 mil do INSS. Nesse caso, haverá uma diferença de R$ 3 mil mensais. É essa parcela que os investimentos precisarão complementar. 

Só que essa conta não deve partir apenas dos gastos de hoje. Algumas despesas tendem a diminuir, como o deslocamento para o trabalho. Outras ganham peso com a idade, especialmente saúde, medicamentos, seguros, adaptações na moradia e cuidados de longo prazo. 

Esse detalhe mostra que o planejamento da aposentadoria não deve ficar separado do restante da vida financeira. Dívidas, proteção, objetivos da família e necessidades futuras fazem parte da mesma equação. 

Definido quanto vai faltar por mês, surge a próxima pergunta: quanto esse dinheiro consegue render de verdade? 

Passo 2: fazer a conta com o retorno real líquido 

Aqui está um dos erros mais comuns do planejamento de longo prazo. 

Com a Selic em 13,75% ao ano, viver só dos rendimentos pode parecer tentador. Mas basta olhar com mais atenção para perceber que parte desse retorno serve apenas para repor a inflação, que acumula 4,22% em 12 meses pelo IPCA. Outra parte pode ser consumida por impostos, taxas e custos dos produtos financeiros. 

A conta certa, então, considera o retorno real líquido, ou seja, o que efetivamente sobra depois da inflação, da tributação e dos custos. Afinal, o objetivo não é ter mais reais no futuro, e sim preservar o poder de compra. Se o custo de vida sobe, a renda da aposentadoria precisa subir junto. 

Outro cuidado é não planejar três décadas com base nos juros de hoje, que tendem a oscilar bastante ao longo do tempo. Um plano de 30 anos fica mais seguro com premissas conservadoras do que com a rentabilidade do momento. Projeção não é promessa: o retorno futuro é sempre uma estimativa, e quanto maior a rentabilidade esperada, maior tende a ser o risco para alcançá-la. 

Com o retorno definido, chega a hora de uma decisão que muda bastante o tamanho da meta. 

Passo 3: decidir quanto do patrimônio poderá ser consumido 

Há duas formas principais de usar o dinheiro acumulado durante a aposentadoria. 

Na primeira, a pessoa retira apenas parte dos rendimentos e busca preservar o capital acumulado. Essa alternativa pode fazer sentido para quem deseja deixar herança, manter uma reserva maior para emergências ou se garantir renda caso viva mais do que o projetado. 

Na segunda, além dos rendimentos, parte do próprio capital é utilizada ao longo do tempo. Nesse caso, o dinheiro é planejado para sustentar a renda durante um período específico. 

Embora os valores variem conforme o padrão de vida desejado, o prazo da aposentadoria e o retorno dos investimentos, uma conclusão aparece em praticamente todos os cenários: preservar integralmente o patrimônio exige mais recursos do que planejar o seu consumo gradual.  

A escolha não precisa ser definitiva nem extrema. Existem famílias que ficam no meio-termo: preservam uma parte para a sucessão ou para emergências e usam a outra para gerar renda. 

Para entender melhor essa conta e conferir simulações de quanto patrimônio pode ser necessário para gerar rendas de R$ 3 mil, R$ 5 mil e R$ 10 mil por mês, confira a nossa análise aqui.  

Mesmo com a meta calculada, porém, existe um risco que nenhuma planilha elimina por completo.  

Passo 4: planejar-se para uma vida mais longa 

Viver mais é uma conquista que também precisa entrar no planejamento da aposentadoria. Em outras palavras, é importante preparar o patrimônio para acompanhar uma vida mais longa. 

Com o aumento da expectativa de vida, muitas pessoas podem aproveitar três décadas ou mais de aposentadoria. Por isso, vale considerar no planejamento períodos mais longos do que o cenário médio. 

O plano também deve estar preparado para períodos de maior oscilação do mercado, inclusive no começo da aposentadoria. Como os recursos passam a ser utilizados nessa fase, uma estratégia bem estruturada ajuda a evitar a venda de ativos em momentos desfavoráveis e a preservar o patrimônio por mais tempo. 

Para lidar com esses dois pontos, o caminho costuma combinar diversificação, reservas de liquidez e revisões periódicas do plano financeiro. 

Nesse planejamento, adotar uma margem de segurança pode fazer diferença. Uma projeção mais conservadora aumenta a chance de preservar patrimônio e, principalmente, de manter a autonomia financeira ao longo de toda a aposentadoria. 

É por isso que organizar bem o dinheiro importa tanto quanto o valor acumulado. 

Passo 5: dar uma função para cada parte do dinheiro 

Com a meta definida, não é preciso concentrar toda a estratégia em um único produto financeiro. Mais do que escolher investimentos, o planejamento da aposentadoria envolve organizar liquidez, proteção, crescimento, tributação e sucessão. 

Uma forma prática de enxergar isso é separar o dinheiro em "gavetas". Uma reserva de emergência cobre despesas inesperadas. Investimentos atrelados à inflação protegem o poder de compra no longo prazo. Outros ativos buscam crescimento e diversificação. 

Nesse desenho, alguns produtos foram pensados justamente para essa fase da vida. O Tesouro RendA+, por exemplo, foi criado para ajudar a formar uma renda mensal corrigida pela inflação durante 20 anos, a partir da data de conversão escolhida. Já a previdência privada pode oferecer vantagens tributárias e sucessórias, conforme as características do plano. Em muitos casos, os recursos podem ser pagos diretamente aos beneficiários com mais agilidade e sem integrar o inventário, embora seja necessário observar as regras do plano e a legislação aplicável. 

Outra vantagem é a possibilidade de mudar o fundo ou o plano de previdência por meio da portabilidade, ajustando a estratégia sem precisar resgatar os recursos e, portanto, sem antecipar a cobrança de imposto. Essa flexibilidade pode ser especialmente útil na transição entre a fase de acumulação e a de uso do patrimônio, quando o investidor pode buscar uma carteira mais adequada às novas necessidades de renda, liquidez e risco. 

Para quem quiser entender melhor como funciona a previdência privada, as diferenças entre PGBL e VGBL e como esse produto pode ser utilizado no planejamento de longo prazo, disponibilizamos gratuitamente um e-book sobre esse tema. 

Vale lembrar que nenhum produto resolve sozinho todos os desafios da aposentadoria. Uma estratégia consistente combina ferramentas diferentes para objetivos diferentes. 

E, como todo plano de longo prazo, esse também precisa de ajustes ao longo do caminho. 

A aposentadoria é um processo!

Uma das principais lições do planejamento financeiro é que a aposentadoria não acontece em um único momento. Ela passa por fases de acumulação, transição e utilização dos recursos. 

Por isso, o valor calculado hoje não deve ser visto como definitivo. Renda, despesas, saúde, estrutura familiar, legislação e condições de mercado mudam ao longo do tempo, e o plano precisa acompanhar essas transformações. 

Uma boa prática é testar o plano em cenários menos favoráveis: viver mais do que o esperado, obter retornos menores, enfrentar despesas médicas maiores ou precisar interromper a carreira antes do previsto. 

Resumindo, a resposta para "quanto preciso guardar?" passa por cinco perguntas: 

* Quanto será necessário por mês? 
* ⁠Quais receitas já estarão disponíveis? 
* ⁠Por quanto tempo essa renda será necessária? 
* ⁠Qual retorno real líquido é razoável esperar? 
* ⁠Quanto do patrimônio se deseja preservar? 

Talvez, então, a melhor pergunta não seja quanto dinheiro é preciso para se aposentar. A pergunta é por quanto tempo esse dinheiro vai precisar continuar trabalhando depois que você parar de trabalhar. 

Longevidade também é assunto de família 

O Dia Internacional da Pessoa Idosa é um bom momento para lembrar que a longevidade financeira não é apenas uma questão individual. 

Quando a aposentadoria é mal planejada, o impacto pode chegar a filhos, netos e a toda a organização financeira da família. Quando o planejamento funciona, acontece o oposto: a pessoa idosa preserva a autonomia, mantém a liberdade de escolha e ainda pode decidir como contribuir para o futuro das próximas gerações. 

Isso pode acontecer por meio de apoio financeiro, organização do patrimônio, planejamento sucessório ou simplesmente pela transmissão de bons hábitos financeiros. 

Nesse sentido, o legado não é só o patrimônio que fica. É também a forma como a família aprende a conversar sobre dinheiro, proteção, envelhecimento e planejamento de longo prazo. 

No fim, viver mais é uma conquista. O desafio é fazer com que as finanças acompanhem essa conquista durante todo o caminho. Preparar-se para uma vida longa não é só cuidar da saúde, mas construir uma estratégia que permita viver essa longevidade com autonomia, tranquilidade e liberdade de escolha.


Informativo CBTU/Recife

 


Ascom / CBTU-Recife

Por, Paulino Andrade/FN


A CBTU Recife informa que, nos domingos 8 e 15 de novembro, o Metrô do Recife funcionará em seu horário habitual, das 5h às 22h, para atender aos usuários que utilizarão o sistema para se deslocar até os locais de prova do ENEM 2026.

A CBTU também reforça que a Linha Sul está operando em via singela, devido aos serviços de substituição de dormentes. Essa condição provoca o aumento do tempo de espera nas estações e pode ocasionar atrasos durante as viagens.

Diante disso, a recomendação é que os participantes do ENEM que utilizam o metrô se programem e saiam de casa com antecedência, a fim de evitar imprevistos e possíveis atrasos na chegada aos locais de prova.


Ciência Delas: Apac promove encontro entre ciência e saberes tradicionais no território indígena Xukuru, em Pesqueira

 Iniciativa reuniu atividades de educação climática, prevenção de riscos de desastres e valorização da participação feminina na ciência em duas escolas indígenas

Ascom / Ericka - Apac
Por, Paulino Andrade/FN


A Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac) promoveu, nos dias 28 e 29 de outubro, o projeto Ciência Delas – Saberes Tradicionais, Educação Climática, Prevenção de Riscos, no território indígena Xukuru de Ororubá, em Pesqueira, no Agreste pernambucano. A iniciativa reuniu estudantes, lideranças indígenas, representantes de instituições públicas e integrantes da comunidade escolar em uma programação voltada à educação climática, à valorização dos saberes tradicionais e à prevenção de riscos de desastres.

No primeiro dia, as atividades foram realizadas na Escola Estadual Indígena Xukuru de Ororubá. A programação começou com um ritual de abertura conduzido por Cecílio Feitoza, representante da liderança Cana Brava. Em seguida, Silvinha Xukuru, integrante do Coletivo de Mulheres Xukuru, ministrou a palestra “Água, Clima e Igualdade de Gênero”, abordando as relações entre esses temas e sua importância para as comunidades. Na sequência, Rafael Melo, representante do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Ipojuca, apresentou a palestra “Bacias hidrográficas do meu território”, explicando as diferenças entre bacias hidrográficas e açudes.

Os estudantes também participaram de uma demonstração sobre a instalação e o funcionamento de pluviômetros, conduzida por Josafá Gomes, técnico em Hidrometeorologia da Apac. Os equipamentos foram instalados nas duas escolas, durante os dias de atividades, e passarão a ser utilizados pelos alunos para acompanhar e medir a quantidade de chuva no território. Os participantes receberam ainda a Cartilha do Observador de Pluviometria, com orientações para a realização das medições e os cuidados necessários à manutenção dos instrumentos.

No período da tarde, a mesa-redonda “Água, chuva e mudanças climáticas: ciência e prevenção de riscos” promoveu o diálogo entre representantes de diferentes instituições e áreas do conhecimento. Participaram do debate a presidente da Apac, Suzana Montenegro; Rejane Lucena, representante do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden); Diego Araujo, representante do Observatório Nacional de Segurança Hídrica e Gestão Adaptativa (ONSEAdapta); Genilse Gonçalves, gestora educacional da Secretaria de Educação de Pernambuco; Haylla Lins, vice-coordenadora do curso de Engenharia de Recursos Hídricos e do Meio Ambiente da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE); além de Fabiano Prestêlo, meteorologista da Apac, e Josafá Gomes, técnico em Hidrometeorologia da Agência.

Encerrando a programação do primeiro dia, os estudantes participaram de jogos de tabuleiro educativos sobre o funcionamento da Apac e da oficina PluviPET, na qual aprenderam a confeccionar pluviômetros utilizando garrafas PET, aproximando o conhecimento científico de práticas acessíveis e do cotidiano escolar.

No segundo dia, as atividades aconteceram na Escola Estadual Indígena de Santa Rita. A abertura contou com um ritual conduzido por Geovane Feitoza e a participação do prefeito de Pesqueira e cacique Marcos Xukuru.

“O Ciência Delas é um projeto inovador, que promove o diálogo entre os saberes ancestrais, a ciência indígena e a ciência ocidental, buscando caminhos para lidar com as mudanças climáticas e contribuir para as presentes e futuras gerações. Esse também é um compromisso nosso, pois temos a missão de zelar pelo nosso povo. Como indígenas, temos o dever de cuidar, proteger e preservar o meio ambiente para as futuras gerações”, destacou Marcos Xukuru, prefeito de Pesqueira e cacique.

A programação deu continuidade às discussões sobre água, clima e prevenção de riscos, com atividades práticas que estimularam os estudantes a observar a realidade ambiental do próprio território e refletir sobre possíveis soluções para os desafios identificados.

Em uma das dinâmicas, os alunos foram divididos em grupos para identificar problemas ambientais locais e propor alternativas para enfrentá-los. Entre as questões apontadas estavam o calor, a seca, a poluição do solo e o desmatamento. Como possíveis soluções, os estudantes sugeriram o monitoramento das chuvas, o reflorestamento, o incentivo à agricultura e o uso mais eficiente da água. As propostas foram organizadas e apresentadas em cartazes, estimulando o protagonismo dos jovens e a construção coletiva de conhecimentos a partir da realidade da comunidade.

“Com o Ciência Delas, buscamos dar visibilidade ao protagonismo feminino e chamar a atenção para a importância da ciência no cotidiano das pessoas. A Apac apresentou um projeto à Facepe, vinculada à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação de Pernambuco, com foco nos saberes tradicionais, na educação climática e na redução de riscos. Escolhemos o território indígena Xukuru, cujos saberes ancestrais inspiram o cotidiano da comunidade e contribuem para o enfrentamento dos desafios atuais e a busca por soluções. A proposta é promover um ambiente plural e de troca entre gerações, que reforce a importância da ciência na vida das pessoas”, afirmou Suzana Montenegro, presidente da Apac.

O projeto Ciência Delas integra as ações apoiadas pelo Edital nº 18/2026 da Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco (Facepe), voltado à divulgação científica. A iniciativa busca ampliar a participação das mulheres na ciência, promover a igualdade de oportunidades e valorizar o reconhecimento profissional feminino por meio de ações de popularização do conhecimento científico.

“A Facepe tem o compromisso de apoiar iniciativas que aproximem a ciência da sociedade, valorizem diferentes formas de conhecimento e ampliem a participação das mulheres na produção e na divulgação científica. O projeto liderado pela professora Suzana Montenegro, da Apac, para a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, com o tema ‘Ciência Delas’, representa essa conexão entre o conhecimento científico e os saberes tradicionais, reconhecendo a riqueza cultural dos povos indígenas e suas contribuições para a compreensão e o enfrentamento dos desafios ambientais. Ao apoiar projetos como esse, fortalecemos a popularização da ciência, incentivamos o protagonismo feminino e contribuímos para a construção de soluções sustentáveis, em diálogo com as realidades e necessidades dos territórios”, destacou Fernanda Pimentel, diretora-presidente da Facepe.

A realização do Ciência Delas contou com a participação e a colaboração de diversas instituições e representações, reforçando a importância da articulação entre ciência, educação e comunidade para o enfrentamento dos desafios relacionados à água e às mudanças climáticas.

Participaram da iniciativa: Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac), responsável pela coordenação; Secretaria de Educação do Estado de Pernambuco; Universidade Federal de Pernambuco (UFPE); Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE); Observatório Nacional de Segurança Hídrica e Gestão Adaptativa (ONSEAdapta), vinculado ao Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT); Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden); Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Ipojuca; Povo Xukuru de Ororubá; Sistema de Educação Escolar Indígena Xukuru de Ororubá; Conselho de Professores Indígenas Xukuru do Ororubá; e Coletivo de Mulheres Xukuru.

O Ciência Delas está alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU), contribuindo especialmente para a promoção da educação de qualidade, da igualdade de gênero e do desenvolvimento sustentável.





terça-feira, 3 de novembro de 2026

PM DETÉM SUSPEITO DE TENTATIVA DE HOMICÍDIO E APREENDE ARMAS DE FOGO EM ARAÇOIABA

 


Ascom / PMPE


Policiais militares do 26º BPM prenderam um suspeito de participação em uma tentativa de homicídio no município de Araçoiaba, na Região Metropolitana do Recife. A ação ocorreu nesta segunda-feira (2), após informações sobre o paradeiro de três homens que teriam tentado matar um indivíduo. Durante as diligências, o efetivo localizou um dos suspeitos que confessou participação no crime e indicou o local onde estavam escondidas as armas usadas na investida criminosa. Em uma área de mata, próxima à residência do envolvido, os policiais apreenderam três revólveres, sendo dois de calibre .38 e um de calibre .32, além de 17 munições (entre intactas e deflagradas). O material e o suspeito foram encaminhados à delegacia para a adoção das medidas cabíveis.