terça-feira, 22 de setembro de 2026

Pioneiro no Nordeste, GTP completa 26 anos de acolhimento a pessoas que vivem com HIV e amplia acesso à testagem rápida em Pernambuco

 Sediada no Recife, a ONG já atendeu mais de 42 mil pessoas em 26 anos de história e, hoje, realiza em média 300 testes por mês através do Projeto Testar e Cuidar  reunindo testagem rápida, acolhimento psicossocial, redução de danos e geração de renda em um único endereço no centro da cidade 


Ascom / Yan Santino - Duxi
Por, Paulino Andrade/FN


No Brasil, o Ministério da Saúde estima que cerca de 1,1 milhão de pessoas viviam com HIV ou aids em 2024. O dado reforça a necessidade de ampliar o acesso à testagem, ao diagnóstico e às estratégias de prevenção, especialmente entre populações que enfrentam maiores barreiras de acesso aos serviços de saúde. É nesse contexto que iniciativas comunitárias como o Projeto Testar e Cuidar, do GTP+, atuam como porta de entrada para informação, testagem e orientação. Há quase 26 anos, O Grupo de Trabalho em Prevenção Posithivo (GTP+) constrói, no Recife, um modelo de acolhimento para quem vive com HIV. Fundado em dezembro de 2000 por um grupo de cerca de dez pessoas soropositivas, entre elas Wladimir Reis, ativista pernambucano que dedicou a vida à causa até seu falecimento em 2025, o GTP+ foi a primeira organização do Nordeste liderada exclusivamente por pessoas que vivem com o vírus. Atualmente a instituição segue sob coordenação colegiada, mantendo viva a missão de seu fundador. Um dos pilares dessa trajetória é a testagem rápida: desde 2012, o GTP+ oferece o serviço gratuito como estratégia de prevenção, cuidado e acesso à saúde, hoje reunido no Projeto Testar e Cuidar. Atualmente, o projeto atende diretamente cerca de 500 pessoas por mês com atividades de orientação sobre HIV/Aids, doação de alimentos para pessoas em vulnerabilidade social e testagem rápida para HIV, sífilis e hepatites B e C. O principal marco do GTP+ reside em seu modelo de governança representativa. A organização inovou ao assegurar que a gestão, o planejamento de políticas públicas e a linha de frente do acolhimento fossem conduzidos diretamente por pessoas que vivem com HIV, consolidando um protagonismo inédito na formulação de estratégias de saúde no terceiro setor. Além dos projetos em andamento, o GTP+ mantém o Espaço Positivo, local de acolhimento a pessoas vivendo com HIV, na Rua Gervásio Pires, Galeria 436, no Centro do Recife. Apesar da atuação em diferentes frentes, algumas iniciativas estão suspensas por falta de recursos, como o projeto Fortalecer para Superar Preconceito, que promove palestras para a população privada de liberdade. O cenário internacional reforça a importância de manter estratégias de prevenção e diagnóstico acessíveis. Segundo relatório divulgado pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids) em julho de 2026, cerca de 1,2 milhão de pessoas adquiriram HIV em 2025, enquanto aproximadamente 41 milhões viviam com o vírus em todo o mundo. O documento alerta que a redução de investimentos e de serviços de prevenção pode favorecer um ressurgimento da epidemia. Na América Latina, as novas infecções aumentaram 25% desde 2010, segundo o organismo. (UNAIDS) Testagem rápida: a porta de entrada O primeiro contato de quem busca o GTP+ costuma ser pela testagem rápida, gratuita, segura e sigilosa para HIV, sífilis e hepatites B e C, oferecida no Espaço Positivo. Quando iniciou o serviço, em 2012, a organização trabalhava inicialmente com o teste de triagem para HIV por fluido oral. Ao longo dos anos, a oferta foi ampliada e hoje inclui também os testes rápidos por punção digital, feitos a partir de uma pequena gota de sangue retirada da ponta do dedo. O atendimento funciona em sistema de porta aberta, de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h, na sede do GTP+, permitindo que qualquer pessoa procure a instituição espontaneamente para se testar, com acolhimento, orientação e sigilo. Atualmente, são realizados em média 300 testes por mês. O trabalho não se limita à sede: a equipe também realiza ações extramuros e comunitárias, levando testagem rápida e informações sobre Prevenção Combinada a instituições parceiras, equipamentos públicos, comunidades e ações de rua alcançando, entre outros públicos, pessoas em situação de rua, a população LGBTQIAPN+, pessoas privadas de liberdade, abrigos, Centros POP e o Programa Atitude, grupos que costumam enfrentar mais barreiras de acesso aos serviços convencionais de saúde. A prevenção continua sendo necessária Mesmo após décadas de avanços no diagnóstico e tratamento, o HIV continua sendo uma questão de saúde pública no Brasil. Dados mais recentes do Ministério da Saúde apontam que, entre 1980 e setembro de 2025, foram registradas 1.679.622 pessoas vivendo com HIV ou aids no país. O cenário reforça a importância da ampliação do acesso à informação, à testagem e às estratégias de prevenção. Nesse contexto, a prevenção não se resume ao uso de preservativo. A chamada Prevenção Combinada reúne diferentes estratégias que podem ser adotadas de acordo com a realidade de cada pessoa, como testagem regular, preservativos, PrEP (profilaxia pré-exposição), PEP (profilaxia pós-exposição) e diagnóstico e tratamento adequados. No caso do HIV, pessoas que realizam o tratamento corretamente podem alcançar carga viral indetectável e, nessa condição, não transmitem o vírus por via sexual. É justamente nessa perspectiva que o trabalho do GTP+ ganha relevância: aproximar a prevenção dos territórios e das pessoas, oferecendo testagem, informação, acolhimento e encaminhamento para os serviços de saúde. Acolhimento para quem acaba de saber O nome do projeto, Testar e Cuidar resume a proposta: o trabalho não termina com o resultado do teste. Além da testagem, a equipe do Espaço Positivo oferece informação, orientação e aconselhamento e, quando necessário, encaminha e acompanha o acesso das pessoas aos serviços de referência para HIV e outras ISTs. Do mesmo espaço partem também ações de doação de alimentos a pessoas em situação de vulnerabilidade social. Para o GTP+, esse acompanhamento após o diagnóstico é fundamental para que a pessoa se sinta acolhida, tenha acesso às informações necessárias e possa iniciar o tratamento oportunamente. No caso do HIV, com diagnóstico e tratamento adequados  gratuitos pelo SUS é possível manter qualidade de vida e, ao atingir e manter a carga viral indetectável, não transmitir o vírus por via sexual. Outras frentes de atuação O Mercadores de Ilusões, o primeiro projeto da história do grupo, atuou com redução de danos e fortalecimento da cidadania junto a profissionais do sexo. Ao longo de sua trajetória, o GTP+ também já manteve a Confeitaria Escola, braço de geração de renda nascido da antiga Cozinha Solidária, que capacitou em gastronomia pessoas em vulnerabilidade. “Quando falamos em testagem, estamos falando também de prevenção, informação, acolhimento e cuidado. Muitas pessoas ainda enfrentam dificuldades para chegar aos serviços de saúde, seja por questões sociais, pelo estigma, pela discriminação ou por outras vulnerabilidades. Por isso, entendemos que também precisamos sair da instituição e chegar aos territórios onde essas pessoas estão”, destaca Alessandro Abreu, de 46 anos, Coordenador de Projetos no GTP+, à frente do Núcleo de Prevenção desde 2018 e integrante da Coordenação Colegiada da Articulação Aids em Pernambuco. De bairro em bairro até Genebra A atuação do GTP+ ultrapassou as fronteiras do Recife: a organização já enviou relatórios à ONU sobre a situação de pessoas vivendo com HIV e da população LGBTQIA+ nos presídios do Nordeste e, em 2023, participou do 53º Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra. O trabalho é sustentado por parceiros como Fundo Positivo, UNESCO, Fundo Brasil e AHF Brasil, que apoia há alguns anos as ações de testagem e prevenção do Projeto Testar e Cuidar. Números que traduzem 26 anos de atuação Em 26 anos de existência, o GTP+ já atendeu mais de 42 mil pessoas. Atualmente, a organização beneficia diretamente cerca de 500 pessoas por mês com ações de orientação sobre HIV/Aids, doação de alimentos e testagem rápida que, somente através do Projeto Testar e Cuidar, soma em média 300 testes por mês, realizados por uma equipe de seis profissionais entre coordenação e educadores. “Nosso trabalho não acaba quando entregamos o resultado. Quando há necessidade, orientamos, acolhemos e fazemos os encaminhamentos para os serviços de referência. A pessoa precisa compreender que um diagnóstico não significa o fim de sua vida. No caso do HIV, existe tratamento gratuito pelo SUS e é possível viver com saúde e qualidade de vida. Testar é também uma forma de cuidar de si e das outras pessoas”, reforça Alessandro Abreu, Coordenador de Projetos no GTP+ . Serviço GTP+ — Grupo de Trabalho em Prevenção Posithivo Rua Gervásio Pires, Galeria 436, Centro, Recife (PE) Testagem gratuita, segura e sigilosa para HIV, sífilis e hepatites B e C — sistema de porta aberta, sem necessidade de agendamento Atendimento: segunda a sexta-feira, das 9h às 17h Parceria: AHF Brasil gtp.org.br  |  Instagram: @gtposithivo Contato para entrevistas: Nance Ferreira | 81988828276  




Helicóptero com cantor Rick, mais dois passageiros e piloto é encontrado; não há sobreviventes do g1

 Ver Vídeo:



Do g1

Por, Paulino Andrade/FN

Para mais informações: glo.bo/4hH536o

Direção da U.S.F. Maria de Souza Ramos da comunidade da UR-11 Responde sobre a matéria divulgada na madrugada desta terça-feira, 22/09

 


Na madrugada desta terça-feira, 22 de setembro, a nossa redação publicou uma informação sobre falta de medicamentos em várias unidades de saúde no município de Jaboatão dos Guararapes, inclusive a unidade Maria de Souza Ramos 1 e 2 localizado na comunidade da UR-11 onde são muitas as reclamações por parte de vários pacientes da comunidade.

Em respostas, a direção da unidade informou ao Repórter do B. Folha de Notícias, Paulino Andrade que, a unidade tem medicamentos, a penas alguns de uso continuo é que estão realmente faltando tipo (Sinvastantina), e outros, mais estão tomando as devidas providências para abastecer a unidade tanto com este e outros medicamentos do tipo.

O B. Folha de Notícias continua trabalhando nas divulgações no que for preciso para ajudar tanto o pessoal bem como às prefeituras das comunidades do município do Jaboatão e de outros municípios de Pernambuco, no sentido de melhoras a situação.

Veja neste link a divulgação desta madrugada, 22 de setembro: https://folhadenoticiascomunidades.blogspot.com/2026/09/falta-de-medicamentos-na-unidade-maria.html


Por, Paulino Andrade/FN 

Falta de medicamentos na Unidade Maria de Souza Ramos na UR-11 e em outras unidade de Jaboatão

 Atenção Secretaria de Saúde do município do Jaboatão dos Guararapes


Por, Paulino Andrade/FN


Unidade de Saúde Maria de Souza Ramos na UR-11 continua sendo palco de falta de medicamentos.

Há anos, que existe essa situação da falta de medicamentos em muitas unidades de saúde do município do Jaboatão dos Guararapes, parece até que não tem equipe de CONSELHO DE SAÚDE para fiscalizar essas unidades para informar à secretaria de saúde da prefeitura porque se tivesse, a situação não era tão absurda como vem sendo.

O B. Folha de Notícias recebe várias comunicações por parte dos pacientes das comunidades UR-06 e 11 reclamando, dizendo que não tem como cuidar da saúde de forma que está a situação, sempre faltando medicamentos e outros utensílios de saúde.

Chamamos então, a atenção por parte do governo municipal do Jaboatão dos Guararapes, para que possam trabalhar no sentido de melhorar essa situação e, ao pessoal do CONSELHO MUNICIPAL DE SAÚDE para andar por essas unidades, fiscalizar pra ver se a coisa melhora para que a população possa cuidar melhor da sua saúde, a que tem direito constitucional.


JABOATÃO CELEBRA DIA MUNDIAL DA LIMPEZA DAS PRAIAS COM MUTIRÃO NA ORLA DE PIEDADE

 


Ascom / Rogilson Rodrigues - PMJG

Por, Paulino Andrade/FN


A PREFEITURA DO JABOATÃO, PROMOVEU UMA AÇÃO DE MUTIRÃO PARA RECOLHIMENTO DE RESÍDUOS NA ORLA DO MUNICÍPIO. NO ÚLTIMO SÁBADO (19). PARA CELEBRAR O DIA MUNDIAL DA LIMPEZA DAS PRAIAS, COMEMORADO TODO O TERCEIRO SÁBADO DE SETEMBRO. 

A AÇÃO FOI REALIZADA NO ESPAÇO VIDA MARINHA (EVMAR). E APROXIMADAMENTE 100 VOLUNTÁRIOS PROMOVERAM UM ABRAÇO SIMBÓLICO NA REPRESENTAÇÃO DO PLANETA TERRA. EM SEGUIDA SE DIVIDIRAM EM GRUPOS PARA PERCORRER ÁREAS DA PRAIA.

 ENTRE OS VOLUNTÁRIOS, MUITAS CRIANÇAS DE DOIS GRUPAMENTOS DE ESCOTEIRO QUE EXERCERAM UMAS DAS PREMISSAS DA ORGANIZAÇÃO QUE É A DE ESTAR SEMPRE ALERTA PARA AJUDAR O PRÓXIMO, NO CASO UM BEM MAIOR QUE É A PRESERVAÇÃO DA PRAIA.

A SECRETARIA EXECUTIVA DE MEIO AMBIENTE E BEM ESTAR ANIMAL REALIZOU AO FINAL A IDENTIFICAÇÃO, CLASSIFICAÇÃO E PESAGEM DOS MATERIAIS ENCONTRADOS NA PRAIA. FORAM MAIS DE 67 KG DE RESÍDUOS RECOLHIDOS, SENDO QUASE 23 KG SÓ DE PLÁSTICO.

SEGUNDO O SECRETÁRIO EXECUTIVO DE MEIO AMBIENTE, EVANIL BELÉM, A IMPORTÂNCIA DO DIA É SOBRETUDO NA QUESTÃO DA CONSCIENTIZAÇÃO.   O SUB INSPETOR TAVARES DO GRUPAMENTO DE APOIO AO MEIO AMBIENTE DA GUARDA MUNICIPAL DO JABOATÃO (GAMA), REFORÇOU QUE É PRECISO TRABALHAR CADA VEZ MAIS ESSAS AÇÕES E ALERTAR AS NOVAS GERAÇÕES.

No Dia da Árvore, Recife mostra como tecnologia ajuda a preservar exemplares e prevenir riscos

 Penetrografia auxilia diagnóstico da saúde estrutural das árvores; cidade realizou cerca de 270 mil serviços de poda desde 2021


Fotos: Hélia Scheppa/Prefeitura do Recife

Ascom / Iara Lima

Secretária Executiva de Relações com a Imprensa
Por, Paulino Andrade/FN


Por fora, uma árvore pode parecer saudável. Por dentro, porém, cavidades, perda de densidade da madeira ou processos de deterioração podem comprometer sua estrutura sem sinais tão evidentes. Neste Dia da Árvore, celebrado em 21 de setembro, a Prefeitura do Recife mostra como tecnologia, acompanhamento técnico e manutenção preventiva são utilizados para cuidar da arborização urbana e definir quando um exemplar realmente precisa de uma intervenção. Por meio da Autarquia de Manutenção e Limpeza Urbana do Recife (Emlurb), as árvores passam por avaliações progressivas de risco. O primeiro nível é uma inspeção visual para identificar problemas evidentes. Quando necessário, é realizada uma análise mais detalhada de todo o exemplar, incluindo raízes aparentes, colo, tronco e copa. Nos casos que exigem uma investigação mais aprofundada, os técnicos podem recorrer a equipamentos especializados.

Entre essas tecnologias está a penetrografia. O equipamento realiza uma perfuração de pequeno diâmetro e mede a resistência encontrada no interior da madeira. O resultado ajuda os profissionais a identificar perda de densidade, cavidades, biodeterioração e regiões estruturalmente comprometidas que nem sempre podem ser percebidas apenas olhando para a árvore. O diagnóstico é associado à inspeção visual, ao histórico do exemplar, à espécie e às condições existentes ao redor antes da definição do manejo mais adequado. “Nosso trabalho é sempre avaliar tecnicamente cada exemplar antes de qualquer decisão. A tecnologia nos permite identificar problemas que muitas vezes não aparecem a olho nu e escolher o manejo mais adequado, buscando preservar a árvore sempre que houver condições para isso”, explica João Victor França, engenheiro florestal e gerente de Arborização da Emlurb.

A avaliação instrumental pode ser complementada por outras técnicas de diagnóstico quando necessário. O objetivo é reunir o máximo de informações antes de uma decisão de manejo, permitindo preservar exemplares que apresentam condições de permanecer no espaço urbano e identificar aqueles que efetivamente oferecem risco.

O trabalho de prevenção acontece diariamente em uma cidade onde árvores convivem com prédios, calçadas, vias, redes elétricas e outros equipamentos urbanos. Entre 2021 e 2025, foram contabilizados 235.294 serviços de poda. Considerando a projeção de 34.555 serviços entre janeiro e setembro de 2026, o volume chega a aproximadamente 269,8 mil intervenções no período. A poda técnica permite retirar galhos secos ou danificados, adequar copas, melhorar a circulação e a visibilidade e reduzir conflitos com a infraestrutura urbana.

ANTES DA PODA, É PRECISO AVALIAR - As vistorias seguem critérios técnicos de avaliação de risco. A presença de cavidades, inclinações, raízes comprometidas, galhos secos, fissuras, sinais de deterioração e alterações no entorno pode indicar a necessidade de uma análise mais detalhada. Nem todo problema identificado significa que a árvore precisará ser removida. Dependendo do diagnóstico, o manejo pode envolver poda ou outras medidas de conservação. A população também participa desse trabalho. Solicitações para avaliação de árvores em áreas públicas podem ser feitas pela Central 156 ou pelo Conecta Recife. A partir do chamado, equipes técnicas avaliam a situação e definem o procedimento adequado para cada exemplar.

A ÁRVORE NO RECIFE - O Dia da Árvore também guarda uma curiosidade sobre a identidade da cidade. Embora Pernambuco seja lembrado como a terra dos altos coqueiros, o cajueiro é a árvore oficial do Recife, instituída pela Lei Municipal nº 14.571/1983. A espécie é nativa e fortemente associada à paisagem nordestina. Recife também reúne exemplares históricos e árvores protegidas, além de uma presença marcante de baobás. Essa relação com a arborização aparece até no mapa da cidade, em bairros como Cajueiro, Coqueiral, Córrego do Jenipapo, Guabiraba, Jaqueira, Mangueira, Mangabeira, Pau-Ferro e Tamarineira.

O município conta ainda com uma Comissão de Árvores Tombáveis, responsável por analisar exemplares de relevância histórica, ambiental, paisagística ou afetiva para a cidade. O tombamento é uma ferramenta de proteção que pode tornar determinadas árvores imunes ao corte, preservando exemplares que tenham importância especial para uma rua, um bairro ou para o patrimônio ambiental do Recife. O processo passa por avaliação técnica, que considera as características do exemplar e sua relevância para o local onde está inserido. A medida funciona como uma forma de garantir que árvores consideradas especiais para a memória, a paisagem e a identidade da cidade permaneçam protegidas ao longo do tempo.

Em 2025, a Emlurb realizou o plantio de 1.963 mudas e 1.562 supressões, o que representa um saldo positivo de aproximadamente 25% entre exemplares plantados e retirados. O dado considera apenas as ações da Autarquia e reforça a política de preservação, manejo técnico e renovação da arborização urbana. “Existem árvores que ultrapassam sua função ambiental e passam a fazer parte da história e da relação afetiva das pessoas com determinados lugares. O tombamento é uma forma de reconhecer esse valor e garantir uma proteção diferenciada para que esses exemplares continuem fazendo parte da paisagem e da memória do Recife”, destaca João Victor França.


segunda-feira, 21 de setembro de 2026

Demolição de edifício da Rua da União entra na fase mecanizada com uso de escavadeira hidráulica

 Trabalhos estão na reta final, utilizando o entulho gerado pela obra como rampa de acesso para a máquina, e devem ser concluídos este ano


Fotos: Wagner Ramos/PCR (Edição Animação: Paulino Andrade/FN)

Ascom / Fábio Araújo

Gerência de Relações com a Imprensa 

Por, Paulino Andrade/FN


A Prefeitura do Recife iniciou a fase mecanizada dos trabalhos de demolição do edifício situado no número 515 da Rua da União, no bairro da Boa Vista, na área central da cidade. Os serviços utilizam escavadeira hidráulica e marcam a entrada na fase final da obra, que começou em janeiro e deverá ser concluída este ano. As intervenções estão sob a responsabilidade da Secretaria de Ordem Pública e Segurança (Seops), com investimento municipal de R$ 1,6 milhão.

Do 12º ao quinto pavimento, os profissionais fizeram a demolição de forma manual, com o uso de martelete, uma espécie de furadeira com sistema eletropneumático de impacto. Com o trabalho mecanizado, a demolição será finalizada do quarto andar até o térreo, utilizando o entulho gerado pela própria obra como rampa de acesso para a escavadeira hidráulica.

"A Prefeitura agiu com muita responsabilidade para evitar que maiores danos ocorressem para moradores do entorno do edifício e para as pessoas que circulam na área. A decisão foi tomada visando à segurança de todos. A entrada do maquinário irá acelerar o processo de demolição e liberar a área ainda antes do final do ano", explica o secretário Alexandre Rebêlo.

O trabalho começou em janeiro com os serviços preliminares, como isolamento do perímetro, instalação de tela e bandeja de proteção, escoramento e fechamento dos vãos internos da edificação. Para garantir a segurança, foi feito escoramento específico, conforme projeto elaborado por calculista contratado pela Prefeitura”, 

RISCO - O acompanhamento da obra está a cargo da Defesa Civil do Recife, que vinha monitorando a situação do prédio e constatou que, ao longo dos anos, o risco estrutural foi progressivamente agravado em razão da ausência de manutenção e das intervenções necessárias. O caso foi judicializado. Entretanto, os proprietários são falecidos e não foi possível localizar herdeiros, não havendo qualquer resposta ou providência quanto às recomendações técnicas emitidas. Assim, diante da iminência de danos às edificações vizinhas, tornou-se necessária a demolição como medida de proteção à coletividade.