terça-feira, 9 de junho de 2026

Curso sobre políticas habitacionais fortalece atuação do Estado junto a municípios, movimentos sociais e setor produtivo

 Parceria com o Insper realizou formação totalmente no Recife, pela primeira vez. Os próximos passos incluem expansão da formação para outros territórios do estado.


Ascom / Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação de Pernambuco (Seduh PE) - Fabíola Blah
Por, Paulino Andrade/FN


Desenvolver as capacidades técnicas municipais e do setor produtivo para a busca de soluções sustentáveis e contemporâneas que combatam o déficit habitacional: foi cumprido com excelência o principal objetivo do curso “Políticas Habitacionais: Resultados e Desafios”, fruto de parceria entre a Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (SEDUH), o Insper e a Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Pernambuco (Ademi-PE). As atividades aconteceram durante a primeira semana de junho, no Recife, na primeira vez em que esse curso foi totalmente realizado fora de São Paulo.

A iniciativa é um desdobramento direto do Acordo de Cooperação Técnica para a implementação do Laboratório das Cidades Sustentáveis, formalizado em setembro de 2025 entre o Governo de Pernambuco e o Insper. Representantes técnicos dos 14 municípios da Região Metropolitana do Recife, do governo estadual, do setor imobiliário e de movimentos sociais participaram da programação, que envolveu 60 inscritos nas diversas palestras, visitas técnicas, debates e estudos de caso.

“Reunimos os principais atores que cuidam da habitação de Pernambuco para discutir estratégias com inteligência e resolver o problema do déficit habitacional. São soluções para os próximos 10 anos, o que deve se reverter em ações nos próprios municípios. Foi uma oportunidade para discutir legislação, atração de investimentos e como virar essa página do déficit habitacional em Pernambuco, em definitivo”, avalia Rodrigo Ribeiro, titular da SEDUH.

José Police Neto, coordenador do Insper, aponta os próximos passos da parceria. “A gente não vai parar na Região Metropolitana. No final do curso, nasce um grande plano de desenvolvimento urbano e sustentável que tem, no epicentro da transformação das cidades, a habitação de interesse social, desenvolvida de maneira sustentável, equilibrada, a partir do teto digno e da moradia decente. É um desafio que levaremos aos outros 171 municípios do estado. Vamos tomar uma decisão conjunta para definir qual o próximo território a receber a formação, um projeto estruturado que vai se expandir em Pernambuco”, prevê.

A receptividade dos municípios foi enorme. “Tivemos momentos muito enriquecedores, onde a gente viu a realidade dos municípios vizinhos, para entender as dores e oportunidades que temos em cada um dos territórios”, analisa Luiz Byron Filho, secretário executivo de Habitação de Jaboatão dos Guararapes. “Esses debates são essenciais para enfatizar a importância dos dados para desenvolver o planejamento de políticas públicas, para colocar a integração urbana no centro da discussão, de maneira que a gente atinja quem mora em uma cidade, mas trabalhe em outra e transite e use o transporte de uma terceira. Conhecer casos práticos, compartilhar problemas e soluções é o mais importante, para que, na prática, cada cidadão possa ser beneficiado por políticas públicas cada vez mais eficientes”, detalha Antônio Neto, secretário de Planejamento e Urbanismo Social do Cabo de Santo Agostinho.

O Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto de Pernambuco (MTST/UNMP) considerou histórica sua participação no curso. “O evento nos trouxe esse diálogo conjunto para que a gente compreenda a importância das mãos dadas. Tivemos visitas a empreendimentos diversos, onde as obras estão avançando, com o apoio do Governo de Pernambuco e dos municípios. É um curso que faz a gente entender que ninguém faz nada sozinho”, resume Lídia Brunes, representante do MTST.

“Foi uma semana rica em debates, onde a gente pôde aprofundar diversos pontos, como a influência do programa estadual Morar Bem na redução do déficit habitacional, e o debate dos planos diretores nos 14 municípios do Grande Recife, de modo a estimular o desenvolvimento da habitação de interesse social. Foi um marco na história da habitação popular do nosso estado”, festeja Leonardo Queiroz, presidente da Ademi-PE.

O trabalho do governo estadual continua a todo vapor. “Sabemos que o déficit habitacional tem cor e território: é nas periferias que as pessoas precisam da política habitacional, mas não só dela. Estamos falando da atuação integrada do Estado, como o Governo de Pernambuco tem feito hoje, sobrepondo políticas e entendendo que o déficit não é só habitacional, mas também de atenção à saúde, de atenção à profissionalização, de educação. O Estado tem chegado de forma intensa com as diversas políticas, atuando de forma integrada para vencer as vulnerabilidades e garantir direitos a todas as pessoas que moram nas periferias”, destaca Pedro Ribeiro, secretário executivo de Periferias da SEDUH.





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