quinta-feira, 6 de agosto de 2026

Tubarão-Cabeça-Chata

 A Arte que Desmascara a Verdade Invisível


De, Roberto Ribeiro Arte

Por, Paulino Andrade/FN


A nova obra de Roberto Ribeiro, O Tubarão-Cabeça-Chata, não é apenas uma pintura de rara força expressiva — é um ato de justiça ecológica e uma denúncia de alcance mundial, proferida pela voz de um artista que faz da sua arte um instrumento de verdade e de consciência.

Em 25 de julho de 2024, em entrevista transmitida ao vivo para mais de 116 países pelo canal internacional C4 TV Web, sediado no Rio de Janeiro, sob a apresentação de Luiz Carlos Costas, o artista ambientalista trouxe ao mundo uma verdade que muitos insistem em ocultar: o tubarão-cabeça-chata não é o agressor. É, antes de tudo, a vítima.

A obra e a declaração do pintor revelam a raiz profunda do drama que se desenrola nas águas de Pernambuco. Um projeto de construção de um grande estaleiro federal destruiu o berço e o habitat natural desses animais. Obliterados seus espaços de vida, os tubarões foram obrigados a migrar por canais submersos que ligam as praias de Suape, Gaibu, Calhetas, Paiva, Candeias, Piedade e Boa Viagem, no Recife. Sem território e sem alimento, em um ambiente que lhes foi roubado, eles aproximam-se das águas rasas onde vivem os seres humanos. Tudo o que se move nas águas é confundido com comida — e por isso atacam. Como demonstra com precisão e sensibilidade o artista: o tubarão não se alimenta de carne humana. Quando ataca um banhista, ele o liberta imediatamente, sem consumir a vítima. O ataque não é fome de pessoas — é fome de vida, fome de um lar que lhes foi destruído.

Roberto Ribeiro ergue, mais uma vez, uma carta aberta à Humanidade. A sua pintura não condena o animal — condena a cegueira e a ganância humana que destroem ecossistemas inteiros sem medir as consequências. O que se vê nas praias de Pernambuco é um espelho do que acontece em todo o planeta: quando se destrói a natureza, a natureza responde — e o preço é pago por todos.

Esta obra inscreve-se entre os mais importantes manifestos artísticos e ecológicos da atualidade. O artista não apenas retrata uma espécie ameaçada — ele restitui-lhe a dignidade e revela a causa oculta dos conflitos entre homem e mar. Com clareza e coragem, Roberto Ribeiro clama, em alto e bom som, para o Brasil e para o mundo: Salvem o meio ambiente! Pois ao destruirmos o lar dos animais, destruímos também o nosso próprio.

"Não é o tubarão que invade o espaço do ser humano. É o ser humano que invade, destrói e desaloja — e depois julga a vítima".



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