Roberto Ribeiro
Por, Paulino Andrade/FN
Roberto Ribeiro Arte: O artista Ambientalista Roberto Ribeiro (frequentemente associado ao projeto Ecoarte) usa sua sensibilidade para retratar a fauna e a flora brasileiras em suas telas. Suas obras em óleo sobre tela funcionam como um manifesto visual contra o desmatamento, destacando a necessidade urgente de preservação do planeta. Ele tem consolidado sua trajetória através de projetos que unem estética, denúncia e conscientização:Ativismo Visual: Suas pinturas frequentemente denunciam tragédias ecológicas e o impacto humano, como em obras que retratam o desmatamento e espécies ameaçadas.Reconhecimento Regional: Seus trabalhos são reconhecidos na região Nordeste por meio de exposições, e ele tem sido destaque em emissoras de televisão, como em reportagens sobre a importância …
Roberto Ribeiro Arte: A Poética da Sobrevivência:
O Ativismo Pictórico de Roberto RibeiroNo cenário da arte contemporânea global, onde a virada ecológica deixou de ser um tema periférico para se tornar uma urgência central, a produção do artista Ambientalista Roberto Ribeiro emerge como um exercício de resistência visual e eco-estética. Longe de se render ao mero academicismo decorativo ou ao niilismo abstrato, Ribeiro resgata a tradição da pintura a óleo para transformá-la em um manifesto geopolítico sobre a biosfera sul-americana, alinhando-se conceitualmente ao legado do "Manifesto do Rio Negro" (Naturalismo Integral) de Frans Krajcberg e Sepp Baendereck. O que a crítica internacional identifica na obra de Ribeiro é uma refinada tensão entre o sublime e a denúncia. Suas telas operam em duas camadas cromáticas e narrativas distintas: A Arqueologia do Bioma: Ao retratar a fauna e a flora nativas com rigor técnico e sensibilidade lumínica, o artista não busca apenas o registro idílico. Ele realiza um inventário afetivo e científico de espécies ameaçadas, transformando a tela em um documento de memória ecológica contra o esquecimento coletivo. A Estética da Devastação: Quando sua paleta confronta o desmatamento e as cinzas, Ribeiro subverte a beleza clássica do óleo sobre tela. O espectador é capturado pela maestria da luz, apenas para ser confrontado pelo horror da destruição antropocêntrica. É o uso da beleza como armadilha cognitiva para gerar o despertar crítico.Ao descentralizar sua atuação das elites metropolitanas e consolidar o projeto Ecoarte em circuitos comunitários e educativos, Ribeiro expande o próprio conceito de Artivismo. Sua práxis artística ecoa as teorias do sociólogo francês Félix Guattari sobre as "Três Ecologias" (ambiental, social e mental), onde o fazer artístico serve como mediação pedagógica vital para reconstruir a relação fraturada entre o homem e a Terra.Em suma, a relevância de Roberto Ribeiro para a crítica internacional reside na sua recusa em tratar a natureza como um "cenário morto". Para ele, a paisagem é um organismo vivo que clama, sangra e resiste. Sua arte é um lembrete rigoroso de que, no século XXI, pintar a vida é, fundamentalmente, um ato político de sobrevivência.


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