Por, Paulino Andrade/FN
1. Apresentação: Uma obra que reinventa o sentido do retrato
O Projeto Redário: Retrato Solidário, criado pelo artista humanitário André Soares Monteiro — conhecido artisticamente como Catamisto, e também pela figura simbólica de O Homixo: O Homem do Lixo — não é apenas uma série de obras de arte: é uma revolução na forma como entendemos a homenagem, a criatividade e a relação entre o ser humano e o planeta. Ao transformar materiais recicláveis em retratos de personalidades cujas trajetórias marcaram a cultura, a justiça social, a ciência e a liderança pública, o projeto funde três pilares inseparáveis: valorização humana, consciência ambiental e impacto coletivo.
Diferente de retratos tradicionais feitos com telas e tintas novas, cada Redário é tecido com o que muitos descartam — resíduos que ganham nova vida, exatamente como as histórias que ele celebra: histórias que muitas vezes surgem de origens simples, mas que se transformam em força para todos. O nome Redário vem dessa essência: como uma rede, ele conecta pessoas, ideias, causas e gerações, costurando o que parecia separado — o lixo e a beleza, o indivíduo e a comunidade, o passado e o futuro.
2. A linguagem única de Catamisto: Da rejeição à dignidade
A assinatura de André Soares Monteiro reside nessa capacidade rara de dar dignidade ao que é esquecido. Como artista alinhado à técnica do Catamisto — que mistura pintura a óleo com relevos coloridos em cerâmica e materiais reaproveitados — ele trata cada resíduo como matéria-prima nobre: plásticos, tecidos, embalagens, objetos abandonados ganham textura, cor e sentido, formando traços, expressões e detalhes que capturam não apenas a aparência, mas a alma de cada homenageado.
Ao criar esses retratos, o artista estabelece uma metáfora poderosa: assim como transforma o lixo em arte, podemos transformar a indiferença em respeito ao meio ambiente, e o reconhecimento de pessoas inspiradoras em motivação para cada um de nós fazer o seu melhor. A figura do Homixo reforça essa mensagem: não como um símbolo de pobreza ou rejeição, mas como um mensageiro — aquele que vê valor onde os outros não veem, e que leva a arte como ponte entre mundos diferentes.
3. Os homenageados: Um painel do melhor do Brasil e do Mundo
A lista de personalidades agraciadas com o Redário revela a amplitude e a seriedade do projeto: não se limita a um único setor, mas homenageia quem faz a diferença em todas as áreas da vida social e cultural. Entre os principais nomes:
- Liderança pública e institucional: Governadora Raquel Lyra, Vice-governadora Priscila Krause, Vereador Ronaldo Lopes (Recife), Prefeito Mano Medeiros e Primeira Dama Andréa Medeiros (Jaboatão dos Guararapes), Secretário Daniel Coelho (Meio Ambiente de Pernambuco);
- Cultura e comunicação: Cantores e compositores Leline e Claudionor Germano, jornalistas Francisco José (TV Globo), Beatriz Castro, Bianka Carvalho e Milton Dantunes, radialista José Mário Austregésilo, ator Otamê Jr., Adriano Cabral, diretor Rogério Robalinho (Bienal Internacional do Livro PE), presidente da UBE Lúcia Sousa e escritores Antônio Campos, Raimundo Carrero e Maximiano Campos (homenagem aos 50 anos de suas obras);
- Ciência, educação e conhecimento: Diretor do Museu do Amanhã (RJ), diretora e presidente Vanessa Piasson (AFYA Faculdade de Ciências e Medicina PE), professores Milena Vestra e Michael McCartney (Universidade Harvard, EUA), diretora da Escola Americana Avenues (SP);
- Esporte e excelência humana: Pentatleta e campeã olímpica Yane Marques.
Essa diversidade faz do Redário um verdadeiro mapa da excelência brasileira, que conecta o local — com raízes profundas em Pernambuco e na cultura nordestina — ao cenário nacional e internacional. Cada homenagem não celebra apenas uma pessoa, mas o bem que ela faz ao todo: a gestão pública ética, a arte que transforma, a educação que liberta, o esporte que inspira e a ciência que cuida do futuro.
4. Significado global: Por que o Redário é referência para o mundo
No cenário internacional, onde a busca por soluções sustentáveis e a valorização de narrativas humanas são os maiores desafios e desejos da arte contemporânea, o Projeto Redário se destaca como uma iniciativa pioneira e inigualável:
✅ Ética e estética andam juntas: Não separa a beleza artística da responsabilidade ambiental — cada obra já é, por si mesma, uma ação sustentável;
✅ Democratiza a homenagem: Não premia apenas fama ou riqueza, mas o serviço, a dedicação e a história de cada um;
✅ Cria vínculos: Ao entregar os Redários em espaços simbólicos — do Paço do Frevo ao Tribunal de Contas, do Teatro de Santa Isabel à sede da UBE, de universidades brasileiras a instituições globais — ele leva a mensagem de sustentabilidade e solidariedade para dentro das instituições que moldam a sociedade;
✅ Fala uma língua universal: O respeito às raízes locais não impede que seja compreendido em qualquer lugar do planeta: todos entendem o valor de transformar o que sobra em beleza, e de honrar quem ajuda o próximo.
Como o próprio artista expressa: “Cada Redário é um espelho: reflete a grandeza de quem recepciona, e a nossa capacidade de recomeçar — com o lixo, com a vida, com o mundo.”
5. Legado: Uma rede que cresce
O Projeto Redário não é uma exposição temporária: é uma rede viva que se expande a cada nova homenagem. Ao unir a arte de Catamisto, a simbologia do Homixo, as histórias extraordinárias dos homenageados e a causa ambiental, ele deixa um legado duro e belo: mostrar que não precisamos de matéria-prima nova para criar algo valioso — precisamos de olhos que vejam possibilidades, mãos que trabalhem juntas e corações que saibam honrar a vida.
No Brasil e fora dele, o Redário prova que a arte mais potente é aquela que não fica só na parede: ela caminha, toca pessoas, muda mentalidades e tece um futuro mais justo e sustentável para todos.
Versão em Inglês (para divulgação internacional)
Redário: Solidarity Portrait Project
André Soares Monteiro (Catamisto / O Homixo — The Trashman) — Art that weaves lives, memories and a sustainable future
The Redário: Solidarity Portrait Project, created by humanitarian artist André Soares Monteiro — known artistically as Catamisto, and also by his symbolic persona O Homixo: The Trashman — is far more than an art series: it is a paradigm shift in how we understand tribute, creativity, and humanity’s relationship with the planet. By turning discarded materials into portraits of people whose trajectories have shaped culture, social justice, science and public leadership, the project weaves three inseparable pillars: human dignity, environmental awareness and collective impact.
Unlike traditional portraits made with brand-new canvas and paint, every Redário is crafted from what society throws away — waste that gains new life, just like the stories it honors: stories that often rise from humble origins to become strength for all. The name Redário comes from this very essence: like a rede (net/web), it connects people, ideas, causes and generations, stitching together what seemed apart — trash and beauty, the individual and the community, the past and the future.
The artist’s unique voice: From rejection to dignity
André Soares Monteiro’s signature lies in this rare ability to grant dignity to what is forgotten. Rooted in his Catamisto technique — which blends oil painting with colorful ceramic reliefs and upcycled materials — he treats every piece of waste as noble raw material: plastics, fabrics, packaging and abandoned objects gain texture, color and meaning, forming features and expressions that capture not only likeness, but the very soul of each honoree.
Through these portraits, the artist creates a powerful metaphor: just as we turn waste into art, we can turn indifference into respect for the environment, and recognition of inspiring people into motivation for all of us to do our part. The Homixo figure reinforces this message: not as a symbol of deprivation, but as a messenger — one who sees value where others do not, and carries art as a bridge between different worlds.
The honorees: A portrait of Brazil’s finest
The project’s list of recipients reveals its breadth and purpose: it pays tribute to those who make a difference across every sphere of life, including:
- Public leadership: Governor Raquel Lyra, Vice-Governor Priscila Krause, Councilor Ronaldo Lopes (Recife), Mayor Mano Medeiros and First Lady Andréa Medeiros (Jaboatão dos Guararapes), Environment Secretary Daniel Coelho;
- Culture and communication: Singers-songwriters Leline and Claudionor Germano, journalists Francisco José (TV Globo), Bianka Carvalho and Milton Dantunes, broadcaster José Mário Austregésilo, actor Otamê Jr., Bienal Internacional do Livro director Rogério Robalinho, UBE president Lúcia Sousa, writers Antônio Campos, Raimundo Carrero and Maximiano Campos;
- Education and knowledge: Director of the Museum of Tomorrow (Rio de Janeiro), AFYA Faculty of Medicine director Vanessa Piasson, Harvard University professors Milena Vestra and Michael McCartney, Avenues American School (São Paulo) director;
- Sport and excellence: Olympic modern pentathlon champion Yane Marques.
This diversity makes the Redário a living map of Brazilian excellence: deeply rooted in Pernambuco and Northeastern culture, yet reaching across the nation and the world.
Global significance: A benchmark for contemporary art
In an era where sustainability and human-centered storytelling are central to global art, the Redário Project stands as a pioneering initiative:
- Ethics and beauty are inseparable: every work is itself an act of sustainability;
- Tribute is democratized: it honors service, dedication and legacy, not just fame;
- It builds bridges: presented in venues from the Paço do Frevo to the Court of Audits, from the Santa Isabel Theatre to national and international institutions, it carries its message into the very heart of public life;
- It speaks a universal language: its deep local identity resonates everywhere, as we all understand the power of turning what remains into something precious.
Legacy: A growing network
The Redário Project is no temporary exhibition: it is a living, expanding network. By bringing together Catamisto’s art, the symbolism of O Homixo, extraordinary life stories and environmental action, it leaves a clear and timeless message: we do not need new raw materials to create something valuable — we need eyes that see possibility, hands that work together, and hearts that honor life.

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