sábado, 18 de julho de 2026

O FURTO DE O PEIXE BOI MARINHO — UMA PERDA PARA A ARTE, A CIÊNCIA E A CONSCIÊNCIA GLOBAL

 O desaparecimento de uma obra de Roberto Ribeiro e o silêncio que ainda persiste, 15 anos depois


De, Roberto Ribeiro Eco Arte

Por, Paulino Andrade/FN

1. A Obra Roubada: Mais do que Tinta e Tela

No ano de 2011, durante exposição convidada pela Fundação Perrone no Recife Monte Hotel, desapareceu “O Peixe Boi Marinho — Animal Ameaçado de Extinção”, obra original em óleo sobre tela, 50 x 70 cm, do artista ambientalista Roberto Ribeiro. O roubo — com câmeras de segurança deliberadamente desligadas — não foi apenas um crime contra o patrimônio cultural brasileiro: foi um ataque a uma mensagem urgente sobre a sobrevivência do planeta.

O peixe-boi marinho (Trichechus manatus manatus), símbolo dos manguezais e águas costeiras do Nordeste brasileiro, é uma espécie em risco crítico de extinção. Ao dar-lhe vida na tela, Roberto Ribeiro não apenas retratava um animal: ele dava voz ao que está prestes a desaparecer, ligando a sorte da espécie à sorte de toda a nossa costa. Perder essa obra é perder um documento vivo de alerta, de empatia e de identidade pernambucana.

2. O Contexto: Arte que Não Deveria Ser Alvo

O que torna esse fato ainda mais grave é a natureza do trabalho de Roberto Ribeiro: ele não cria obras para galerias fechadas ou colecionadores exclusivos — ele leva a arte para escolas públicas, comunidades, espaços onde poucos têm acesso a cultura. Sua arte é um instrumento de cidadania, educação e defesa do meio ambiente. Ao roubar essa peça, o autor do crime não levou apenas um quadro: ele tentou apagar uma voz que denuncia o risco de perder a nossa própria biodiversidade.

Passados 15 anos, a obra continua desaparecida. A investigação não avançou, e o silêncio em torno do caso revela uma lacuna preocupante: em todo o mundo, ainda tratamos a arte engajada, a arte ambiental e a arte de raiz popular como algo “menos valioso” — até que ela some, e percebemos o quanto ela era insubstituível.

3. Dimensão Internacional: Uma Lição para o Mundo

Esse caso ganha relevância global por três razões fundamentais:

- Patrimônio da Humanidade: O peixe-boi marinho é parte da biodiversidade mundial; uma obra que o defende é patrimônio simbólico de todos nós.

- Justiça Cultural: Mostra como artistas que trabalham pela transformação social frequentemente são desprotegidos, e como crimes contra sua obra ficam impunes.

- Memória e Esperança: Mesmo desaparecida, a mensagem da obra permanece — e a busca por ela se torna um símbolo da luta por não deixar que se apague o que é importante.

Como lembrou o jornalista Paulino Andrade, a obra foi criada com muito carinho, como um legado para as gerações futuras. O roubo não apagou esse sentimento: hoje, a procura por O Peixe Boi Marinho é também um apelo internacional: não deixemos que a arte que protege o planeta seja a primeira a ser perdida.

4. Chamado à Ação

Quem tiver qualquer informação sobre o paradeiro desta obra pode entrar em contato pelo Instagram @ecoarte__ ou ligar para o número de emergência 190. A devolução não será apenas uma correção de um erro — será um sinal de que ainda valorizamos a arte que nos ensina a cuidar da vida.

Versão em Inglês (para divulgação internacional)

The Theft of The Manatee: A Loss for Art, Science and Global Awareness

Roberto Ribeiro’s missing work — and the silence that still surrounds it, 15 years later

In 2011, during an invited exhibition at the Fundação Perrone in Recife, Pernambuco, environmental artist Roberto Ribeiro’s original oil painting The Manatee — A Species Threatened with Extinction (50 x 70 cm) vanished from the Recife Monte Hotel. Security cameras had been deliberately disabled; to this day, the work remains lost, and the case unsolved.

This was never just a theft of paint and canvas. The manatee is an icon of Brazil’s Northeast coast — a critically endangered species whose survival mirrors the health of our mangroves and oceans. In painting it, Ribeiro gave voice to what we stand to lose: this work was both a portrait of nature and a call to protect it.

What makes this loss even more profound is who the artist is: Roberto Ribeiro does not create art for elite galleries or private collections. He takes art to public schools, marginalized communities, and spaces where culture is rarely seen — using creativity to teach citizenship, respect for nature, and pride in local identity. Stealing this painting was an attempt to silence a vital voice for the planet.

Fifteen years on, this case resonates globally:

- It exposes how art for social and environmental change is often undervalued and unprotected;

- It reminds us that works defending biodiversity belong to all humanity;

- It stands as a symbol of the gap between what we say we value — and what we actually safeguard.

The work itself may be gone, but its message endures. If you have any information, please reach out via @ecoarte__ or contact local authorities. Bringing The Manatee home is more than recovering a painting — it is a promise not to let the art that protects our world disappear without a fight.

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