quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

Avanço da educação financeira impulsiona mudança no perfil do investidor em Pernambuco

 Crescimento acima de 100% no número de investidores entre 2020 e 2025 reforça amadurecimento financeiro fora do eixo tradicional


Ascom / Gabriella Guerra
Por, Paulino Andrade/FN


O número de investidores nas regiões Norte e Nordeste cresceu mais de 100% entre 2020 e 2025, segundo dados públicos da B3. O movimento sinaliza não apenas a ampliação do acesso ao mercado de capitais, mas o amadurecimento da educação financeira fora do eixo Sul-Sudeste e a consolidação de um novo perfil de investidor no país.

Embora o Sudeste ainda concentre a maior base de investidores, o ritmo de crescimento observado nas demais regiões reforça a descentralização do mercado financeiro brasileiro. Mais do que a entrada em novos produtos, essa evolução reflete uma mudança de comportamento: o investidor passa a priorizar planejamento financeiro, organização patrimonial e estratégias de longo prazo, buscando alternativas mais eficientes para preservação e crescimento do patrimônio.

Em Pernambuco, essa transformação é evidente. Dois anos após a inauguração do Espaço XP Recife, observa-se a evolução do investidor local de uma fase predominantemente educacional para decisões mais sofisticadas, com maior foco em planejamento financeiro estruturado e visão patrimonial de longo prazo.

O perfil predominante no estado reúne empresários médios e familiares, executivos com atuação regional, profissionais liberais de alta renda e sucessores em fase inicial de organização patrimonial. Trata-se de um público com patrimônio constituído, perfil conservador e forte valorização de proximidade, confiança e reputação local, fatores decisivos na escolha de parceiros financeiros.

A demanda por relacionamento de longo prazo, acompanhamento contínuo e estratégias personalizadas acompanha o amadurecimento do investidor pernambucano, em linha com a tendência observada em todo o Norte e Nordeste. O avanço da educação financeira se traduz, portanto, não apenas em mais investidores, mas em investidores mais conscientes, organizados e orientados ao planejamento.

Apesar desse movimento, cerca de 30 milhões de brasileiros ainda mantêm recursos na poupança, segundo a Anbima. O volume total aplicado nessa modalidade no país gira em torno de R$ 1 trilhão, sendo aproximadamente 20% concentrados nas regiões Norte e Nordeste. O dado evidencia o peso da segurança percebida e da familiaridade na tomada de decisão financeira, mas também aponta para uma oportunidade relevante de evolução na alocação de recursos.

“A poupança continua sendo o investimento mais popular do país, mas já não preserva o poder de compra no longo prazo. Hoje, existem alternativas igualmente seguras, com liquidez e proteção regulatória, que oferecem rentabilidade superior, como o Tesouro Direto e outros produtos conservadores. O desafio é ampliar o entendimento de que segurança não está restrita à poupança e que o planejamento financeiro é o principal instrumento de proteção patrimonial”, afirma Larissa Falcão, sócia e líder da XP nas regiões Norte e Nordeste.

Simulações da XP indicam que manter R$ 100 mil na poupança pode representar uma perda de até R$ 130 mil em 10 anos, quando comparado a produtos conservadores como CDBs, LCIs, LCAs e Tesouro Direto. Em 2025, mais de R$ 85 bilhões foram retirados da poupança no Brasil, marcando o quinto ano consecutivo de saques líquidos, segundo dados do Banco Central. O crescimento regional segue consistente. Entre 2024 e 2025, a base de investidores pessoa física avançou cerca de 3,9% no Nordeste e 4,4% no Norte, de acordo com o último relatório da B3, reforçando o papel dessas regiões como vetores estruturais de expansão do mercado de capitais brasileiro.

O papel do assessor de investimentos
Nesse contexto, o assessor de investimentos assume um papel cada vez mais estratégico. Em Pernambuco, os profissionais qualificados atuam não apenas na alocação de recursos, mas como verdadeiros gestores da vida financeira dos clientes. Em instituições como a XP, o assessor se posiciona de forma centrada na melhor solução para o cliente, com foco absoluto nos objetivos do investidor.

“O assessor da XP atua como um verdadeiro CFO do cliente. Ele não vende produtos, mas estrutura estratégias, organiza o patrimônio, acompanha riscos e ajusta decisões ao longo do tempo, sempre alinhado aos objetivos de vida e ao momento de cada investidor”, explica Larissa..

Segundo o executivo, esse modelo reflete a terceira onda de crescimento da XP, baseada na excelência em servir ao longo de toda a jornada financeira. “O assessor exerce um papel fundamental de educação financeira e planejamento, ajudando o cliente a compreender o funcionamento do mercado, a importância da diversificação e os riscos envolvidos. Apoiado por tecnologia, inteligência artificial e monitoramento contínuo, ele se torna um parceiro estratégico, garantindo qualidade de alocação, transparência e disciplina ao longo do tempo”, completa.


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