Ascom / Gabriella Guerra
Por, Paulino Andrade/FN
O Parque da Jaqueira, na Zona Norte do Recife, recebeu uma ação promovida pela Oncologia D’Or, da Rede D’Or, voltada à conscientização sobre o câncer de mama. A programação contou com duas aulas de yoga e conversas com oncologistas e mastologistas, que compartilharam orientações sobre sinais de alerta, exames de rotina e cuidados com a saúde da mulher.
Gratuita e voltada para 100 participantes, a iniciativa integrou o movimento “O Ano Todo Rosa”. A proposta foi unir atividade física e informação para incentivar o autocuidado e ampliar a conscientização sobre a importância do diagnóstico precoce da doença.
Para a oncologista clínica da Oncologia D’Or, Candice Lima, o diagnóstico precoce pode aumentar as chances de cura e reduzir a necessidade de tratamentos mais intensivos “Quanto mais cedo, normalmente você precisa de menos tratamentos e tem mais chance de cura”, afirmou a médica.
O Brasil deve registrar 78.610 novos casos de câncer de mama por ano no triênio de 2026 a 2028, segundo estimativa do Instituto Nacional de Câncer (INCA). Em Pernambuco, a projeção é de 3.190 novos casos em 2026.
Sinais de alerta exigem avaliação médica
Uma das orientações transmitidas no evento foi de que o câncer de mama seja identificado antes mesmo do aparecimento de sintomas, por meio de exames preventivos e acompanhamento médico regular. No entanto, os especialistas alertaram para alterações que devem motivar a busca imediata por assistência médica:
Aparecimento de um nódulo novo na mama;
Lesões ou alterações na pele da mama que persistem ou não melhoram;
Saída de sangue pelo mamilo.
“Se, por acaso, entre uma mamografia e outra, aparecer algum desses sintomas, é um sinal para procurar assistência médica o quanto antes, não espere o tempo da próxima mamografia”, orientou Candice Lima.
A especialista também ressaltou a importância de manter os exames de rotina em dia e buscar informações confiáveis sobre o rastreamento. Para mulheres com risco habitual, a médica destacou a realização da mamografia anual a partir dos 40 anos, além do acompanhamento com ginecologista ou mastologista. “Quanto mais a gente divulga que a mamografia precisa ser feita anualmente, mais mulheres conseguimos identificar com diagnóstico precoce e, dessa forma, curar mais”, afirmou.
Atividade física também faz parte do cuidado
Além dos exames e da rotina médica, a prática regular de exercícios físicos foi apontada durante a aula no parque como aliada fundamental no combate e na prevenção da doença.
“Exercício físico costuma reduzir o risco de câncer, além de melhorar a tolerância de quem está em tratamento e reduzir o risco de recidiva de quem já teve”, explicou a oncologista.
Candice destacou ainda que a saúde feminina exige uma visão integral do estilo de vida. “É todo o conjunto: uma alimentação saudável, exercício físico regular e dormir bem. Tudo isso interfere na saúde de uma forma geral. Uma ação como essa, que une atividade física, bem-estar e informação, contribui para conscientizar as mulheres sobre a importância do autocuidado durante todo o ano”, concluiu.

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