sexta-feira, 16 de outubro de 2026

Prefeitura inicia última etapa da demolição do edifício na Rua da União

 Trabalhos entram agora na fase de derrubada das fundações e remoção dos materiais


Fotos: Wagner Ramos\PCR (Edição Animação: Paulino Andrade/FN)

Ascom / Fábio Araújo - Gerência de Relações com a Imprensa -PCR

Por, Paulino Andrade/FN


Os trabalhos de demolição do edifício situado no número 515 da Rua da União, no bairro da Boa Vista, na área central do Recife, entraram na fase de remoção das fundações e dos materiais gerados pela obra. A demolição do prédio em si, que tinha 12 andares e apresentava risco iminente de desabamento, já foi concluída. As intervenções estão sob a responsabilidade da Prefeitura do Recife, por meio da Secretaria de Ordem Pública e Segurança (Seops), com investimento municipal de R$ 1,6 milhão.

Os serviços utilizam escavadeira hidráulica e marcam a última etapa da obra, que deverá ser concluída nas próximas semanas. Do 12º ao quinto pavimento, os profissionais fizeram a demolição de forma manual, com o uso de martelete, uma espécie de furadeira com sistema eletropneumático de impacto. Com o trabalho mecanizado, a demolição foi feita do quarto andar até o térreo, utilizando o entulho gerado pela própria obra como rampa de acesso para a escavadeira hidráulica.

De acordo com o secretário Alexandre Rebêlo, o objetivo é liberar a área antes do final do ano. “Conseguimos agilizar os trabalhos, que foram feitos com muita responsabilidade, para evitar que ocorressem danos para os moradores do entorno do edifício e para as pessoas que circulam na área”, afirma o gestor.

O trabalho começou em janeiro com os serviços preliminares, como isolamento do perímetro, instalação de tela e bandeja de proteção, escoramento e fechamento dos vãos internos da edificação. Para garantir a segurança, foi feito escoramento específico, conforme projeto elaborado por calculista contratado pela Prefeitura. 

RISCO - O acompanhamento da obra está a cargo da Defesa Civil do Recife, que vinha monitorando a situação do prédio e constatou que, ao longo dos anos, o risco estrutural foi progressivamente agravado em razão da ausência de manutenção e das intervenções necessárias. O caso foi judicializado. Entretanto, os proprietários são falecidos e não foi possível localizar herdeiros, não havendo qualquer resposta ou providência quanto às recomendações técnicas emitidas. Assim, diante da iminência de danos às edificações vizinhas, tornou-se necessária a demolição como medida de proteção à coletividade.

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