segunda-feira, 29 de abril de 2013

Em imagens inéditas, Bruno admite que sabia da morte de Eliza

Vídeo revela o que disse o ex-goleiro Bruno, durante o julgamento dele. Declarações foram cruciais no julgamento de Bola.

O ex-policial marcos aparecido dos santos, o Bola, foi condenado ontem a 22 anos de prisão, pelo assassinato de Eliza Samúdio, a ex-amante do goleiro Bruno.
A reportagem traz imagens exclusivas do depoimento de Bruno, durante o julgamento dele. Foi a primeira vez em que ele admitiu que sabia que Eliza estava morta.
As imagens inéditas que você vê no vídeo foram feitas durante o julgamento de Bruno. Chorando, o atleta admite, pela primeira vez, que sabia que Eliza estava morta.
O Fantástico mostra, com exclusividade, detalhes das declarações, que foram fundamentais no desfecho de outro julgamento: o do ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, que terminou no sábado (27) à noite.
Durante todo o julgamento, Marcos Aparecido disse que era inocente, que foi preso injustamente e não respondeu à maioria das perguntas da acusação. Mas a participação dele no crime já havia sido relatada naquele mesmo Fórum.
Mas como foi o depoimento do principal personagem deste caso? O que Bruno falou sobre Bola e sobre o assassinato de Eliza Samudio?
Era 6 de março de  2013. Bruno estava no banco dos réus, acusado pelo assassinato de Eliza.
Juiz: O senhor sabia que Eliza Samudio ia ser executada?
Bruno: Eu não sabia, eu não mandei, Excelência, mas eu aceitei.
Eliza Samudio brigava na Justiça pelo reconhecimento de paternidade e pensão alimentícia para o filho que teve com o goleiro. Segundo as investigações, em 4 de junho de 2010, o então braço direito de Bruno, Luiz Henrique Romão, o Macarrão, e um primo do goleiro, Jorge, menor de idade na época, pegaram Eliza e o filho em um hotel, no Rio de Janeiro. A perícia encontrou sangue dela no carro. Teria sido uma briga com o menor. Bruno revelou que viu os ferimentos.
Bruno: Estava com hematomas no rosto, Excelência.
Juiz: Ela estava com machucado na cabeça?
Bruno: Excelência, ela não estava sangrando, mas estava machucado sim senhora na cabeça.
Bruno afirmou que, depois, Eliza e o filho, Bruninho, foram levados para Minas Gerais. Ela ficou cinco dias no sítio do jogador, mas ele  negou que ela estivesse como refém. Disse que deu R$ 30 mil a Eliza e que, no dia 10 de junho, ela saiu de carro com o filho, Macarrão e Jorge. E que os dois voltaram apenas com a criança.
O jogador chorou ao contar: “Perguntei para eles: ‘Poxa, cadê a Eliza? Pelo amor de Deus, o que vocês fizeram com ela?’ Nesse momento o Macarrão falou assim: ‘Eu resolvi o problema. O tal problema que tanto te atormentava’”.
Bruno disse que ficou desesperado: “Chorei muito com medo de tudo que aconteceu. Falei com ele: ‘Macarrão, pelo amor de Deus, cara, o que você fez? Por que você fez isso? Não tinha necessidade, não, cara’”.
Segundo ele, o primo Jorge contou o que aconteceu: “Eles teriam ido a uma casa na região de Vespasiano e lá entregou a Eliza para um rapaz chamado Neném”.
E o advogado de Bruno perguntou: “O Macarrão, quando contratou a pessoa que chamou de Neném, estava se referindo a pessoa de Bola?
Bruno: Sim, senhor.
Bruno repetiu o que Jorge disse a ele sobre o rapaz, que seria Marcos Aparecido, o Bola: “Aí, o rapaz pediu que o Macarrão amarrasse a mão dela para frente. E deu uma gravata nela, enforcou. E o Macarrão pegou ainda e chutou as pernas da Eliza. E que ainda tinha esquartejado o corpo dela, que tinham jogado o corpo dela para os cachorros comerem”.
A polícia cumpriu mandado de busca e apreensão na casa de Bola, em uma chácara dele e no sítio de Bruno, mas não encontrou vestígios do corpo. Os julgamentos dos três acusados do assassinato chegaram ao fim sem que um dos principais mistérios fosse esclarecido: onde estão os restos mortais de Eliza Samudio?
Bola, de quem era esperada a resposta, foi condenado a 22 anos de prisão. Macarrão, pegou 15 anos pelo homicídio.
Bruno foi condenado a 22 anos de prisão. O advogado também recorreu.
“Não é a ausência do corpo, é a incerteza da morte no caso da Eliza Samúdio que deixa mais complicada a situação desse processo”, diz o advogado Lúcio Adolfo.
Mas no julgamento Bruno considerou a morte de Eliza como certa
Juíza: O senhor acha que poderia ter evitado a morte de Eliza Samudio?
Bruno: Sim, senhor.

Fonte: Fantástico

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PM OCUPA A COMUNIDADE CERRO-CORÁ, NA ZONA SUL DO RIO, EM 30 MINUTOS


Operação começou às 5h e em meia hora a favela já estava ocupada.
Polícia revista moradores e faz varedura na comunidade.

Renata Soares e Mariucha Machado Do G1 Rio
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Polícia entrou na comunidade Cerro-Corá por volta das 5h desta segunda-feira (Foto: Renata Soares / G1)Polícia entrou na comunidade Cerro-Corá por volta das 5h desta segunda-feira (Foto: Renata Soares / G1)
Última comunidade da Zona Sul do Rio de fora do cerco de favelas com Unidade de Polícia Pacificadora (UPP), o Cerro-Corá, no Cosme Velho, foi ocupada as 5h30 desta segunda-feira (29) pela Polícia Militar. A PM entrou na comunidade às 5h e depois de meia hora já  realizava varredura e revistava moradores. Cerca de 400 homens do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), do Batalhão de Choque e do Batalhão de Ação com Cães estão na comunidade.
A ação é uma mudança nos planos da Secretaria de Segurança Pública, que após a ocupação da Barreira do Vasco e do Caju, em março, anunciou que o Conjunto de Favelas da Maré seria o próximo local a receber uma unidade pacificadora. O Bope permanecerá na comunidade até a instalação da UPP, prevista para acontecer nas próximas semanas.
A favela fica próxima ao acessos ao Cristo Redentor, em rota que terá aumento de visitantes e deve ter a passagem do Papa na Jornada Mundial da Juventude, em julho. No início de abril, uma van com um grupo de turistas alemães foi assaltada na Estrada da Paineiras e o fato teve repercussão mundial.
Por ser uma favela pequena (13 mil metros quadrados) e com poucos moradores (708, segundo o censo de 2010), a ocupação não deve contar com a presença de blindados e nem com a participação efetiva da Polícia Civil, que apoia apenas no cerco, iniciado na noite de domingo (28). A entrada na comunidade será feita pelo Batalhão de Choque e pelo Batalhão de Operações Epeciais (Bope).
Duas comunidades vizinhas, Guararapes (673 moradores) e Vila Cândida (1.422), também devem se beneficiar da ocupação. As três favelas ficam no morro entre as duas galerias do Túnel Rebouças.
Mada UPP UPPs Cerro-Corá Cerro Corá 2013  (Foto: Editoria de Arte/G1)
Mais de 30 UPPs
Inspiradas em experiência de Medelín, na Colômbia, o programa do governo do estado que deu origem às UPPs começou dezembro de 2008, com a instalação da primeira unidade, no Santa Marta, em Botafogo, Zona Sul. Desde então, 32 UPPs já foram implantadas, com mais de 8 mil policiais, e a previsão é de que, até 2014, sejam mais de 40 unidades, e equipe de 12,5 mil.
A última ocupação foi em 3 de março, nas comunidades do Caju e Barreira do Vasco, que tiveram a UPP instalada em 12 de abril, como parte de uma estratégia para entrar no Conjunto de Favelas da Maré, uma das regiões de maior atuação do tráfico.
As UPPs em operação abrangem 222 comunidades e beneficiam mais de 1 milhão de pessoas das áreas pacificadas. Até 2014, serão beneficiadas outras comunidades, abrangendo mais 860 mil moradores das Zonas Norte e Oeste do Rio, Baixada Fluminense e outras cidades com grande concentração urbana. Além disso, a Polícia Militar criou um banco de talentos para identificar policiais com formação em outras áreas de conhecimento, que possam agregar mais qualidade ao serviço prestado às comunidades.

Fonte: G1.com.br

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CARTEIRA DE LÍVRE ACESSO - INFORMAÇÕES DA SEAD

Carteira de Livre Acesso

Transporte Universal

É aquele que garante a todos o direito de ir e vir com segurança e comodidade. Todas as pessoas com deficiência, devidamente comprovada, têm direito à gratuidade onde a lei permitir. O usufruto do benefício é garantido com a aquisição da Carteira de Livre Acesso e por meio do Passe Livre.

O direito à Carteira de Livre Acesso está assegurado na Lei Estadual Nº 11.897/00.

Carteira de Livre Acesso

É um benefício que concede transporte gratuito às pessoas com deficiência através do sistema de transporte público da Região Metropolitana do Recife. Com ela, as pessoas com deficiência podem acessar essas linhas, com exceção dos serviços complementares ou opcionais. A gratuidade ocorre nos municípios do Recife, Olinda, Jaboatão dos Guararapes, Paulista, Moreno, Igarassu, São Lourenço da Mata, Camaragibe, Araçoiaba, Cabo de Santo Agostinho, Ipojuca, Abreu e Lima, Itamaracá e Itapissuma.
 Carteira de Livre Acesso



Como retirar a Carteira de Livre Acesso

As pessoas com deficiência interessadas devem comparecer ao Centro Regional de Assistência Social(CRAS) dos seus municípios com os seguintes documentos:

- 02 (duas) fotos 3x4, recentes e coloridas;
- Atestado médico padrão fornecido pela prefeitura, emitido por médico credenciado pelo Sistema Único de Saúde (SUS), informando o nome e o código da deficiência;
- Quando for necessário acompanhante, deverá ser apresentada declaração médica;
- Comprovante de residência (conta de água, luz, telefone...) em nome do beneficiário ou, se menor, no nome dos pais. Caso não possua comprovante de residência, poderá apresentar declaração do Conselho de Moradores do bairro onde reside;
- Cópia da Carteira de Identidade ou da Certidão de Nascimento do beneficiário e do representante, quando for o caso;
- Procuração, quando for o caso, conferindo poderes ao procurador para representar o beneficiário, se houver tal representação.

O Passe Livre é a carteira de acesso gratuito ao transporte coletivo interestadual. A gratuidade se obtém apresentando os mesmos documentos acima listados, além de formulário específico, para o Ministério dos Transportes.

Você sabia? As pessoas com deficiência interessadas em obter a Carteira de Passe Livre deverão comprovar o recebimento de até ¼ do Salário-Mínimo. O direito à Carteira de Passe Livre está garantido na Lei Federal Nº 8.899/94.


Fonte: SEAD Superintendência Estadual de Apoio à Pessoas Com Deficiência.

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sexta-feira, 26 de abril de 2013

ESPECIAL COM BANDA CALYPSO NA 98,5 A VOZ DA LIBERDADE FM

É neste sábado, 27 de Abril Especial com BANDA CALYPSO com 1h. de duração sem intervalo no horário das 10 às 11hs. no Programa SABADÃO DE SUCESSO da sua Rádio A Voz da Liberdade FM 98,5
Para participar é muito fácil, basta ligar (81) 3476.1547 deixe o número do seu telefone fixo ou celular pra concorrer ao CD.
Programa SABADÃO DE SUCESSO todos os sábados das 09 às 12hs com Paulino Andrade.

Ouça através da nossa frequência 98,5 ou pelo nosso site:www.radiofmavozdaliberdade.com

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quinta-feira, 25 de abril de 2013

MARCOS FREIRE - SAIBA SOBRE A VIDA POLÍTICA DE MARCOS FREIRE

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Ontem, dia 8 de setembro, fez exatamente 20 anos que o então ministro da Reforma e Desenvolvimento Agrário, Marcos Freire, faleceu num desastre de avião ocorrido no Pará. Ele tinha viajado àquele Estado para tratar de assuntos do seu ministério e poucos minutos após a decolagem o jatinho que o conduzia explodiu no ar.
Morreram no mesmo acidente o secretário-geral do ministério Dirceu Pessoa, o presidente do Incra José Eduardo Vieira Raduan, o secretário particular José Coelho Teixeira Cavalcanti, os assessores Amaury Teixeira Cavalcanti e Ivan Ribeiro, o tenente-coronel aviador Wellington Rezende, o capitão aviador Jorge Shimonura e o 3º sargento Carlos Alberto da Silva. O jornalista pernambucano Geraldo Sobreira, então assessor de imprensa do ministro, iria embarcar no mesmo vôo, mas, à última hora, cedeu a vaga a outra pessoa.
Marcos Freire, natural do Recife, tinha completado 56 anos três dias antes (nasceu no dia 5/9/31). Ele era um dos principais líderes do PMDB pernambucano ao lado de Miguel Arraes (então governador do Estado) e Jarbas Vasconcelos (então prefeito do Recife).
Sua vida pública foi iniciada ainda na década de 50 como oficial de gabinete do então prefeito Pelópidas Silveira. Formado em Direito pela UFPE (turma de 1955), ele foi procurador da Prefeitura do Recife, secretário de Assuntos Jurídicos (nomeado pelo então prefeito Liberato Costa Júnior) e professor de Direito Constitucional da mesma faculdade em que se formou antes de disputar sua primeira eleição: a Prefeitura de Olinda em 1968.
Freire disputou o pleito em Olinda pelo MDB, único partido de oposição, à época, derrotando os dois candidatos do então partido do governo: Nivaldo Machado (Arena 1) e Barreto Guimarães (Arena 2). Para ganhar a eleição, ele teria que somar mais votos que as duas sublegendas da Arena, juntas, e conseguiu: obteve 17.069 votos, contra 6.512 de Nivaldo Machado e 5.941 de Barreto Guimarães.
Sua vitória foi largamente comemorada pelos principais líderes de oposição ao regime militar então vigente, porém a alegria durou pouco. Em sinal de protesto contra a edição do Ato Institucional nº 5, dois dias após a sua diplomação (13/12/68), e a cassação do seu vice-prefeito, Renê Barbosa, ele renunciou ao mandato.
Dois anos depois, recebeu convite do então presidente nacional do MDB, senador Oscar Passos (AC), para se candidatar a deputado federal e se elegeu. Foi o mais votado da bancada da oposição, que incluía, além dele, Fernando Lyra (atual presidente da Fundação Joaquim Nabuco), Thales Ramalho e Sérgio Murilo.
Em Brasília, Marcos Freire vinculou-se ao chamado “grupo autêntico” do MDB, que era a corrente do partido que fazia uma oposição mais acentuada ao regime militar. Orador brilhante, ele logo chamou a atenção da imprensa nacional pela contundência dos seus discursos não apenas sobre assuntos institucionais mas também em defesa dos segmentos da sociedade que não podiam se expressar livremente naquela ocasião, particularmente artistas, dramaturgos, escritores e jornalistas.
Defendeu ardorosamente a convocação da Assembléia Nacional Constituinte, a anistia para os cassados e banidos pelo regime militar, a eleição direta em todos os níveis, a realização da reforma agrária e o fim da censura aos órgãos de imprensa. Escolhido sucessivas vezes pelo comitê de imprensa da Câmara como um dos melhores deputados do Congresso Nacional, rapidamente seu nome despontou no MDB como candidato natural ao Senado, em 1974, quando estaria em jogo a cadeira ocupada pelo então senador João Cleofas de Oliveira, integrante do partido do governo.
Coube ao seu colega de bancada, Fernando Lyra, bancar a indicação do seu nome para concorrer à vaga do Senado, enfrentando a má vontade de muitos emedebistas que, céticos em relação à vitória, defendiam que Freire fosse candidato à reeleição para não pôr em risco uma cadeira certa que ele tinha na Câmara Federal.
Freire foi eleito senador com 605.953 votos, contra 478.369 votos de João Cleofas de Oliveira, o candidato apoiado pelo governador (eleito indiretamente) Moura Cavalcanti e os ex-governadores Etelvino Lins, Cordeiro de Farias, Cid Sampaio, Paulo Guerra e Nilo Coelho.
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Disputa interna com Arraes em 82
A atuação de Marcos Freire no Senado foi tão destacada quanto à da Câmara Federal. Ao lado dos outros 15 senadores igualmente eleitos pela oposição em 1974 – entre os quais Mauro Benevides (CE), Ruy Carneiro (PB), Saturnino Braga (RJ), Itamar Franco (MG), Orestes Quércia (SP) e Paulo Brossard (RS) –, Marcos Freire fez dura oposição ao regime militar, credenciando-se para ser o candidato do partido ao governo de Pernambuco na primeira eleição direta pós 64 para a escolha dos governadores.
Todavia, até tornar-se candidato oficial ele teve que enfrentar uma disputa interna no partido contra Miguel Arraes de Alencar, que voltara do exílio três anos antes (1979) e se julgava com a legitimidade necessária para disputar o governo estadual. Arraes perdeu a disputa interna para Freire porque o então presidente regional do partido, Jarbas Vasconcelos, que havia perdido a disputa para senador em 1978 mesmo tendo sido o mais votado (perdeu para a sublegenda) e era candidato a deputado federal em 82, desequilibrou o jogo em favor do senador.
Marcos foi o candidato favorito até o governo militar tomar uma medida que não estava nos planos da oposição: tornar obrigatória a vinculação do voto desde vereador até governador, ou seja, o voto só seria válido se o eleitor votasse nos candidatos de um mesmo partido para vereador, prefeito, deputado estadual, deputado federal, senador e governador.
Como o PMDB (sucedâneo do MDB) era frágil no Norte, Nordeste e Centro-Oeste, o governo militar tomou outra decisão visando a beneficiar os seus candidatos: prorrogou os mandatos dos prefeitos por dois anos para que a eleição municipal coincidisse com a estadual. Como o PDS (sucedêneo da Arena) estava melhor estruturado em Pernambuco que o PMDB e tinha mais de um candidato a prefeito em 80% dos municípios do interior, o seu candidato a governador, Roberto Magalhães, mesmo tendo partido em desvantagem, acabou sendo eleito para o governo, junto com Marco Maciel para o Senado. Obteve 909.962 votos, contra 814.447 de Marcos Freire. O opositor de Maciel foi Cid Sampaio, que deixara o partido do governo para se aliar à oposição.
Após a derrota, Freire recebeu um prêmio de consolação: a presidência do diretório estadual do PMDB. Em 1984, participou ativamente da campanha das diretas, tornando-se presidente da Caixa Econômica após a vitória de Tancredo/Sarney para a Presidência da República. Nesse mesmo ano (1985), ele se negou a apoiar Jarbas Vasconcelos para prefeito do Recife, optando por uma aliança branca com o PDS para apoiar o deputado federal Sérgio Murilo (PMDB), que perdeu a eleição. Jarbas disputou, e venceu, pelo PSB.
Pouco tempo depois, Freire deixou a presidência da CEF para assumir o Ministério da Reforma e Desenvolvimento Agrário, cargo no qual permaneceu até a data da sua morte.
Foto: Fernando Gusmão/DP
Derrota para Magalhães e o voto vinculado
Marcos Freire se candidatou pelo PMDB ao governo estadual em 1982, mas foi derrotado por Roberto Magalhães, candidato do PDS, por 97 mil votos de diferença. Freire obteve 62,7% dos votos da capital, 60,8% da área metropolitana e 49,6% da Zona da Mata, mas foi fragorosamente derrotado no Agreste e no Sertão, onde só conseguiu obter 23,3% e 16% dos votos, respectivamente.
Ele entrou na campanha como candidato favorito, mas não agüentou o poder de fogo da azeitada máquina governista, que estava espalhada pelo Estado inteiro através das sublegendas PDS-1, PDS-2 e até PDS-3. Seu vice foi o deputado federal Fernando Coelho, ex-presidente da OAB-PE, e seu candidato ao Senado o ex-goevrnador Cid Sampaio.
Cid, eleito governador em 1958 contra Jarbas Maranhão, fora candidato a senador pela Arena em 1978, contra o peemedebista Jarbas Vasconcelos. Obteve 330 mil votos, que, somados aos 360 mil de Nilo Coelho, garantiu a cadeira do Senado para este último, apesar de Jarbas Vasconcelos ter sido, individualmente, o candidato mais votado (654 mil votos).
O fato de Cid ter sido um adversário histórico do PMDB e participado diretamente da conspiração político-militar pela queda de Miguel Arraes em 1964 levou muita gente da oposição a fazer “corpo mole” na campanha. Entretanto, houve uma terceira causa que também contribui muito para a derrota eleitoral do senador: o “baixo nível” da contrapropaganda produzida por seus adversários, envolvendo a pessoa de sua mulher, Carolina Freire.
Essa contrapropaganda – atribuída por alguns ao então Serviço Nacional de Informações (SNI) – chegou a alcançar um nível tão degradante que o próprio candidato do PDS, Roberto Magalhães, ameaçou renunciar à candidatura caso não se desse um basta às ofensas feitas à honra do seu principal adversário, que, como ele, também era professor da Faculdade de Direito do Recife.
Para tentar superar essas dificuldades, Marcos Freire aliou-se a Cid Sampaio e fez dele o candidato único ao Senado na chapa por ele encabeçada. Ambos, que não conheciam direito a geografia eleitoral do Estado, sonhavam contar com o apoio político das mesmas lideranças que haviam apoiado Freire para o Senado, em 74, esquecendo que essas lideranças estavam “amarradas” à candidatura de Roberto Magalhães por força do voto vinculado.
Resultado: Marcos Freire ganhou no Recife por 142 mil votos, na área metropolitana por 113 mil e na Zona da Mata por 27 mil. Mas perdeu no Agreste por 180 mil e no Sertão por 198 mil.
Nessa mesma eleição, Miguel Arraes e Jarbas Vasconcelos travaram intensa luta nos bastidores para ver qual dos dois obteria mais votos na eleição para a Câmara Federal, tendo o primeiro levado a melhor: 191.471 contra 172.004. Para o Senado, Marco Maciel obteve 926.771 mil votos (13 mil a mais que o candidato a governador), contra 788.191 de Cid Sampaio.
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“Soltaram a onça no chiqueiro dos bodes”
A campanha de Marcos Freire ao Senado, em 74, foi a mais vibrante que ocorreu em Pernambuco durante o regime militar. Com sua oratória fácil, o seu carisma e o seu poder de convencimento, ele empolgou os eleitores do Sertão ao litoral com o slogan “Sem ódio e sem medo”, criado pelo jornalista e publicitário (falecido em 2005) Eurico Andrade.
Além de jovem, carismático e simpático, ele teve como adversário um político de 76 anos, João Cleofas de Oliveira, que além de residir no Rio já tinha perdido três eleições para o governo de Pernambuco: em 50 para Agamenon, 54 para Cordeiro de Farias e 62 para Arraes. Por isso, era chamado pelos opositores de “João três quedas”.
Cleofas era um dos principais símbolos da UDN pernambucana, motivo pelo qual adversários do PSD recusaram-se a votar nele. Um desses foi o deputado Argemiro Pereira, de Serra Talhada. Argemiro (hoje com 90 anos) tinha origem política no PSD e era adversário de Inocêncio Oliveira, que descendia da UDN. Ele chegou a dizer na época que “quero que minha mão murche se eu pedir votos para Cleofas”. Foi a primeira grande dissidência no partido do governo (Arena), que foi descrita dessa forma pelo jornalista Sebastião Nery no livro “As 16 derrotas que abalaram o Brasil”:
“Notícias e fotos desciam do Nordeste como sonho de noite de verão: Marcos Freire fazendo um comício monumental em Petrolina, cidade de Nilo Coelho. Marcos Freire carregado pelo povo em Caruaru. Marcos Freire conquistando da classe A aos mocambos. Parecia incrível, mas era a vitória que começava a pintar. E as prévias do próprio governo comprovando. E líderes da Arena pedindo em público a substituição de João Cleofas por outro candidato para evitar a derrota. A Arena entrou em pesadelo. João Cleofas, de 76 anos, perdeu a esportiva: ‘Marcos Freire é um agente da contestação e do revanchismo’. Passou a aceitar o ritmo alucinante da campanha do adversário, fazendo o possível para acompanhá-lo: dormindo cinco horas por noite, levantando-se às 6h30 da manhã (…). O argumento de Nilo Coelho em 66, usado para um chefe político de Serra Talhada, voltou:
– Ou o Sr. vota no doutor Cleofas, ou não toma cafezinho no Palácio nos próximos quatro anos.
O deputado Argemiro Pereira, que controla 20 mil votos no Pajeú, ficou em casa:
– Minha mão murcha se eu pedir votos para o doutor Cleofas.
Lívio Valença, deputado estadual do MDB (São Bento do Uma), resumiu tudo na irrespondível sabedoria de quintal:
– Soltaram a onça no chiqueiro dos bodes.
Resultado: 127.584 votos de frente”.

Fonte: Inaldo Sampaio do JC

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quarta-feira, 24 de abril de 2013

Moradores precisam sentar no chão para usar 'orelhão' em Santos


Base do telefone público está quebrada e o aparelho está no chão.
Empresa responsável pelo aparelho disse que enviará técnicos no local.

Orelhão quebrado está jogado em rua de Santos, SP (Foto: Reprodução/TV Tribuna)Orelhão quebrado está jogado em rua de Santos, SP (Foto: Reprodução/TV Tribuna) Um orelhão com a base quebrada chama a atenção das pessoas que passam pela rua Senador Dantas, na esquina com a rua Torres Homem, em Santos, no litoral de São Paulo. Mesmo torto, ele continua funcionando, mas oferencendo perigo para a população.
O equipamento está instalado bem na esquina das ruas. A base do telefone público está quebrada e o aparelho acabou caindo totalmente no chão. Segundo os moradores, ele continua funcionando, mas para fazer ligações ou atender só mesmo se abaixando. Ainda de acordo com os moradores, o telefone está nessa situação há mais de 10 dias.
A Telefônica, responsável pelos orelhões da cidade, disse que vai enviar uma equipe técnica no local para avaliar o que aconteceu com o equipamento e refazer a instalação do aparelho.

Fonte: do G1 Santos

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terça-feira, 23 de abril de 2013

É inaceitável o preconceito de Neymar com os “paraíba”


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Teria acontecido durante o jogo de quarta-feira entre Santos e Flamengo-PI, na Vila Belmiro: revoltado com a forte marcação que recebia, Neymar passou a xingar os jogadores piauienses de “paraíba” e de “morta-fome”.
Fez lembrar Edmundo, em 1997, quando o Vasco enfrentava o América-RN, em Natal. Após tomar o segundo cartão amarelo e ser expulso pelo juiz Dacildo Mourão, que era cearense, o craque Edmundo deu essa infeliz declaração:
“A gente vem na Paraíba e põem um ‘paraíba’ pra apitar? Só pode prejudicar a gente”. Para completar a noite infeliz, Edmundo ainda afirmou que os cariocas não entendem de geografia e são preconceituosos: “Lá no Rio, tudo mundo que é do Norte nós chamamos de ‘paraíba’, não foi para agredir ninguém…”
A propósito de preconceito no mundo do futebol, publiquei ontem aqui o desabafo de um leitor paraguaio que ficou furioso com a expressão “cavalo paraguaio”. No fundo ele tem razão de sentir-se ofendido. Assim como os nordestinos (especialmente os paraibanos) não podem achar a menor graça em Neymar e Edmundo.
Neymar não foi irônico com beque inglês Joey Barton (nem sequer respondeu) que o comparou a Justin Bieber e disse que ele só brilhava na “Liga da Selva”, ou seja, no Brasil. Por que essa valentia e esse preconceito agora só com os “paraiba”?
O técnico do Flamengo-PI, Josué Teixeira, foi mais além e lembrou uma famosa profecia sobre Neymar:
“Renê Simões já disse que estamos criando um monstro. Eu acho que o monstro está criando forma”, disse.
E complementou: “Estou preocupado com a seleção brasileira, porque a Seleção não vai jogar na Vila Belmiro e Neymar disse que é na Vila que o bicho pega. Acho que Neymar vai se perder. Os grandes jogadores mantiveram a postura profissional durante toda a carreira. O Neymar não faz isso. Ele não tem respeito pelo adversário. Não tem nada que chamar os adversários de ‘paraíba’”.
Já o zagueiro Niel, do Fla-PI, resolveu aproveitar para dar um alerta:
“Enquanto o jogo estava 0 a 0, Neymar não deu um passe de letra e nem fez gracinha. Mas o nosso time foi honesto. O problema é que um dia alguém pode fazer uma besteira. Hoje ele está bem, mas amanhã pode estar chorando”.
É. Pode ser.

Fonte: Marconde Brito em FUTEBOL

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